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O Irã elevou as tensões no Oriente Médio ao declarar que está aguardando os Estados Unidos no Estreito de Ormuz, provocando a possibilidade de um confronto naval direto. Esta via marítima é considerada vital para o transporte global de petróleo, e as recentes declarações iranianas preocupam especialistas em segurança internacional.

“O Irã sabe que num encontro em águas abertas, fora do Estreito de Ormuz, ele provavelmente perderia para os Estados Unidos”, apontou Diego Pavão, editor de Internacional, ao Live CNN: “O Irã acha que tem mais vantagem em enfrentar os Estados Unidos dentro do Estreito”.

Num eventual confronto, os dois países apresentam capacidades militares navais bastante distintas. Os Estados Unidos mantêm no Golfo Pérsico a Quinta Frota da Marinha, baseada no Bahrein, composta por mais de 20 navios de guerra, incluindo destroyers e submarinos. Esta frota é equipada com o sistema Aegis, tecnologia avançada para rastrear, detectar e abater mísseis inimigos – comparável a um “domo de ferro dos mares”, porém muito mais poderoso que o sistema israelense.

“A Quinta Frota também tem aqueles mísseis Tomahawk, que são aqueles mísseis extremamente precisos com longo alcance, e que são super difíceis de serem detectados porque eles voam muito baixo e isso dificulta a detecção por radar”, explica Pavão.

No entanto, a grande frota americana enfrenta um desafio significativo: operar em um estreito que, em seu ponto mais estreito, tem apenas 33 quilômetros de extensão.

Estratégia iraniana para compensar desvantagem tecnológica

Enquanto os EUA apostam em tecnologia avançada e poder de fogo, o Irã adota uma estratégia baseada em quantidade e agilidade. A Guarda Revolucionária iraniana possui dezenas de lanchas rápidas, leves e bem armadas, que podem ser mobilizadas rapidamente no Estreito de Ormuz. Estas embarcações, embora vulneráveis por sua falta de blindagem, representam uma ameaça pela quantidade e mobilidade.

O Irã também utiliza minas navais como parte de sua estratégia, dispositivos que representam grande risco para navios petroleiros avaliados em milhões de dólares. Além disso, o país domina toda a costa norte do estreito, onde mantém lançadores de mísseis avançados capazes de atingir navios americanos.

A tática iraniana é clara: mesmo que muitas de suas lanchas sejam destruídas em um confronto, a quantidade empregada permitiria que algumas sobrevivessem para causar danos significativos às embarcações americanas. Esta abordagem assimétrica visa compensar a superioridade tecnológica e o poder de fogo dos Estados Unidos, aproveitando-se das limitações geográficas do Estreito de Ormuz.

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Fonte : CNN

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