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A investigação sobre a quadrilha que produzia armas de fogo em impressoras 3D identificou que o principal suspeito, conhecido como Zé Carioca, recebia financiamento por meio de criptomoedas para desenvolver e divulgar projetos de armamentos sem registro, segundo autoridades do Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, o homem foi identificado como Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz e é apontado como um dos responsáveis por criar modelos digitais de armas e prestar consultoria para pessoas interessadas em fabricar o armamento.

A operação foi realizada em 12 estados com participação da Polícia Civil do Rio, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e de órgãos de inteligência.

As investigações começaram após um comunicado enviado ao governo brasileiro por um organismo dos Estados Unidos, segundo o procurador-geral de Justiça do Rio.

Segundo os investigadores, o grupo produzia as chamadas “armas fantasmas”, que não possuem número de série nem registro oficial, o que dificulta o rastreamento pelas autoridades. Parte das armas era feita com plástico de alta resistência produzido em impressoras 3D, combinado com peças metálicas.

A polícia afirma que o principal modelo divulgado pela organização era uma carabina semiautomática que pode ser fabricada quase integralmente com impressora 3D, com custo estimado em cerca de R$ 800. O projeto era distribuído pela internet junto com manuais, tutoriais e acompanhamento técnico.

Segundo a investigação, o suspeito utilizava criptomoedas para financiar as atividades e chegou a receber recursos para participar de eventos no exterior, onde teria apresentado o projeto da arma usando máscara para esconder a identidade.

As autoridades afirmam que o material era divulgado em redes sociais, fóruns e na “dark web”, e que foram identificadas transações em plataformas de comércio eletrônico, além de compradores em diversos estados. Parte dos investigados teria ligação com tráfico de drogas, milícias e homicídios.

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Fonte : CNN

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