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O caso de estupro coletivo contra uma jovem, de 17 anos, em Copacabana, na zona Sul do Rio de Janeiro, tem gerado grande repercussão no Brasil pela gravidade e circunstâncias do crime. Cinco pessoas foram indiciadas, sendo quatro homens, com idades entre 18 e 19 anos, além de um menor.

A CNN Brasil separou a ordem dos fatos e te mostra a cronologia do caso, que começou no dia 31 de janeiro e conta com dois presos até o momento. Veja abaixo:

Início do crime

O crime teve início no começo da noite do dia 31 de janeiro, quando a jovem foi contatada por mensagens pelo menor, que já teria se relacionado com a garota entre os anos de 2023 e 2024. Porém, segundo ela, eles não teriam se encontrado mais nenhuma vez desde o “término”.

O jovem a convidou, por volta das 18h, para ir até a casa de um amigo, na rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana.

No convite, ele enviou um emoji de urgência, fez ligações, pediu para que ela levasse uma amiga, além de dizer que outros dois amigos estariam junto. A jovem disse que não conseguiria levar ninguém naquele momento. Mesmo com a negativa, o jovem demonstrou que não haveria problema em ela comparecer sozinha.

Uma hora depois, os jovens se encontraram na portaria do prédio no endereço indicado. Ao subirem o elevador, o menor teria reforçado que dois amigos estariam no local e teria dito que eles fariam “algo diferente”. A jovem disse prontamente que “não gostava desse tipo de coisa”. 

O delegado Ângelo Lages, responsável pelas investigações do caso, apontou as ações como uma “emboscada planejada”. 

Momento do crime

Segundo o inquérito policial, ao chegar no local, a vítima iniciou uma relação sexual consentida com o menor de idade. No entanto, o quarto em que eles estavam foi invadido pelos outros homens, que solicitaram para participar do ato.

Mesmo com a negativa da vítima, houve insistência e pressão para ela ceder. A situação se agravou e evoluiu para agressões físicas e atos sexuais forçados por parte de todos os presentes.

A menina chegou a dizer que os jovens a impediram de sair do quarto e continuaram com os abusos. Após diversas agressões, o menor ainda chegou a confrontá-la perguntando se a mãe a via nua, já que ela estava “machucada e sangrando”.

Depois do crime

As gravações da câmera de segurança do prédio também mostram a saída dos investigados em horários próximos ao crime. Conforme relatório policial, após acompanhar a vítima até a saída do edifício, o adolescente retorna ao apartamento e faz gestos interpretados pelos investigadores como de “comemoração”.

Ao sair da residência, a adolescente telefonou abalada para o irmão e disse achar que teria sido estuprada. Os familiares da vítima a levaram para a delegacia, onde um boletim de ocorrência foi registrado.

Laudo pericial confirmou as agressões

Um exame de corpo de delito confirmou que havia hemorragia, sangue e escoriações na parte íntima da menor. Além de machucados nas costas e nos glúteos, compatíveis com o relato dela em relação aos socos, tapas e chutes que sofreu. Também foi constatada a presença de sêmen.

A vítima reconheceu formalmente os agressores por meio das imagens da câmera.

O inquérito foi concluído e a autoridade policial reconheceu que havia indícios suficientes de estupro coletivo.

Os indiciados pelo caso são Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos; Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos. Além deles, o menor também responde pelo crime, porém na Vara da Infância e Juventude.

Estupro coletivo em Copacabana: veja quem são suspeitos de crime no RJ

Desdobramentos

Após a repercussão do caso, foi descoberto que Vitor Hugo Oliveira Simonin é filho de José Carlos Costa Simonin, integrante do governo do Rio de Janeiro como subsecretário de Governança. 

O subsecretário é advogado e integra o Conselho Gestor do Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais, participa do Conselho Gestor do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social, ocupa a vice-presidência do Conselho Estadual de Assistência Social e participou da elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social.

José Carlos Costa Simonin foi exonerado do cargo nesta terça-feira (3).

Entre os jovens indiciados, João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, atuava como atleta profissional no Serrano Football Club, de Petrópolis. Após o indiciamento, o clube anunciou o afastamento imediato do jogador e a suspensão de seu contrato.

Em nota, sua defesa negou a ocorrência de estupro e emboscada, alegando que a jovem teria consentido com a presença dos demais rapazes no quarto. Um ex-atleta de remo com nome semelhante chegou a ser confundido e ameaçado nas redes sociais. 

Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, é estudante do Colégio Pedro II e foi indiciado por estupro com concurso de pessoas.

Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, também é estudante do Colégio Pedro II e teve sua prisão preventiva expedida pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes.

Já o menor, responde por ato infracional análogo ao estupro, conforme o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos investigados. O espaço segue em aberto para manifestações.

Até o momento, foram presos Mattheus Zoel Martins e João Gabriel Xavier Berthô. Já os outros adultos, seguem foragidos.

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Fonte : CNN

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