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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quarta-feira (4) que há “má-fé” nas críticas que acusam a Corte de permitir que ministros julguem processos com participação de parentes como advogados.  

Segundo ele, há vedações claras que barram esse tipo de conduta e ministros estão impedidos de analisar casos nos quais tenham qualquer vínculo pessoal ou familiar com partes ou defensores. 

“O magistrado não pode ter ligação com o processo que julga. E todos os magistrados, inclusive os desta Suprema Corte, não julga nunca nenhum caso em que se tem ligação”, afirmou. 

A declaração foi dada durante sessão de julgamento nesta quarta, na qual ministros iniciaram a análise de duas ações que contestam uma resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que fixou regras para o uso de redes sociais por membros do Poder Judiciário. 

Durante a sessão, Moraes disse que a magistratura é uma das carreiras públicas com mais restrições.  

“Parece que boa parte da imprensa e de críticos do STF acha que não há vedação a magistrados. Que os magistrados não observam e não respeitam essas vedações. Não há nenhuma carreira pública com tantas vedações como a magistratura”, disse. 

Ele afirmou que decisões do Supremo vêm sendo distorcidas e classificou como “mentira absurda” a interpretação de que o tribunal teria autorizado julgamentos em situações de conflito de interesse. 

O ministro também criticou parte da imprensa e setores que, segundo ele, repetem informações equivocadas “por ignorância, má-fé ou interesses econômicos”, com o objetivo de prejudicar a imagem da Corte.  

O ministro tem sido criticado após a imprensa revelar conexões entre sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master.  

O escritório de advocacia de Viviane firmou contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, prevendo pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões entre 2024 e 2027. 

A crítica se estende também ao ministro Toffoli. Relator do inquérito sobre o Master, o ministro viajou em um jato particular com um dos advogados do caso. Além disso, um resort que já pertenceu a irmãos de Toffoli receberam investimentos de um fundo ligado ao banco.  

Os casos reacenderam o debate sobre a criação de um código de conduta específico para ministros do STF. A ministra Cármen Lúcia será relatora e busca apoio dos colegas para a aprovação do texto.  

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Fonte : CNN

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