O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) subiu o tom contra o STF (Supremo Tribunal Federal) neste domingo (1º) e, em ato da direita na Avenida Paulista, afirmou que o “destino final” do ministro Alexandre de Moraes “é a cadeia” e que o “Brasil não tem medo” do magistrado. O parlamentar ainda xingou Moraes de “pateta” e “panaca”.
“O destino final do Alexandre de Moraes não é o impeachment não, o destino final do Alexandre de Moraes é cadeia”, disse o congressista. Em seguida, declarou: “Moraes, escuta isso que eu tenho para dizer agora: o Brasil não tem medo de você, nós não temos medo de você”.
Em nova crítica, o deputado afirmou que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores não iria “parar” o movimento e fez ofensas a Moraes.
“Achou que ia colocar o Bolsonaro na cadeia e ia nos parar, achou que ia colocar milhares de pessoas na cadeia e ia nos parar. Ô, seu pateta. Eu sou crente, eu não posso xingar. Ô, seu panaca. Governos levantam, governos caem, mas o povo brasileiro permanece de pé”, disse.
O parlamentar ainda ameaçou os ministros da Corte dizendo que, se um deles sofrer um impeachment, “cai todo mundo”.
“Eles estão achando que vai derrubar um e vai parar. Se a gente derrubar um, cai outro, cai Moraes, cai todo mundo”, afirmou o deputado, que ainda mencionou diretamente outro magistrado da Corte, Dias Toffoli.
Nikolas criticou o suposto envolvimento dos dois ministros com o Banco Master, investigado por uma série de fraudes financeiras. Foi o segundo ato do qual participou neste domingo. Pela manhã, esteve em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, para outra manifestação da direita.
Este é o segundo ato do qual Nikolas participa neste domingo. Pela manhã, o deputado esteve em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, para outra manifestação da direita.
Em todo o país, foram registrados atos em mais de 20 cidades. As mobilizações serviram para defender a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência; a derrubada dos vetos ao PL (projeto de lei) da Dosimetria, que visava reduzir a pena dos condenados por tentativa de golpe de Estado; e o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de ministros do Supremo, como Toffoli, Moraes e Gilmar Mendes.
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Fonte : CNN