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Um elefante-marinho (Mirounga leonina) tem atraído a atenção de moradores e turistas no litoral de Alagoas desde o dia 11 de março. O animal, um juvenil de aproximadamente dois metros de comprimento e meia tonelada, foi visto inicialmente na Praia de Carro Quebrado, na Barra de Santo Antônio, e já percorreu cerca de 20 quilômetros até a região de Paripueira.

De acordo com técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), o animal não está perdido, encalhado ou com fome.

Ele passa por um processo biológico chamado muda de pele e pelos, o que exige um alto gasto energético e gera letargia.

Por esse motivo, o mamífero busca a costa para descansar por um período que pode chegar a um mês até recuperar as condições para retomar sua rota migratória.

Passeio monitorado

Especialistas do Instituto Biota, Ibama, ICMBio, Ufal e do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) integram o grupo de monitoramento que avalia o estado de saúde do animal diariamente.

Até o momento, o elefante-marinho apresenta boa condição corporal e não possui ferimentos.

Orientações e riscos de multas

As autoridades ambientais reforçam que a população deve manter uma distância mínima de 20 a 30 metros do animal. Interações como tentar tocá-lo, alimentá-lo ou empurrá-lo de volta para a água são consideradas molestamento de fauna silvestre e podem resultar em multas que variam de R$ 2.5 mil a R$ 5 mil, conforme o Decreto Federal Nº 6.514/2008.

Além das questões legais, há riscos à saúde pública. A aproximação indevida pode facilitar a transmissão de doenças, como a gripe aviária e outras infecções, tanto para humanos quanto para o próprio animal.

A recomendação principal é respeitar o repouso do animal para que a muda de pele ocorra naturalmente e sem estresse.

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Fonte : CNN

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