A ascensão de João Fonseca dentro do circuito profissional já começa a gerar reflexos além das quadras.
Em entrevista ao CNN Esportes S/A deste domingo (8), Lui Carvalho, diretor-geral do Rio Open, falou sobre o impacto da ascensão de João Fonseca e os reflexos dentro e fora das quadras.
Segundo o dirigente, a expectativa para o torneio mudou.
Eu acho que ele chega no momento agora muito mais maduro e também muito em linha com a maturidade do evento em si. Então, a gente vai poder sentir realmente esse efeito João Fonseca.
Carvalho relembrou a participação do atleta em edições anteriores.
“Ele chegou no Rio Open, foi onde ele estava começando realmente a ganhar muita notoriedade, né? Ele ganhou o Next Gen Finals, depois ele foi pra Austrália e ganhou do Rublev. Ele chegou nesse frenesi todo, acabou perdendo a primeira rodada, mas já existia uma energia toda”, lembrou.
De acordo com o diretor, o fator físico pesou mais do que a pressão de jogar em casa.
“Ele chegou muito justo. Ele ganhou o Buenos Aires, chegou muito em cima, cansado. Então, ele não perdeu o jogo pela pressão, ele perdeu mais o jogo pelo cansaço, na minha opinião”, afirmou.
Momento diferente
Para o diretor, o cenário agora é outro.
“A gente pode sentir a partir de 2026 (o efeito João Fonseca). Depois de um ano onde ele passou a ser o holofote e passou de fato a entregar. Ganhou bons torneios, ganhou bons jogos, mostrou muita maturidade dentro e fora de quadra”, refletiu.
Segundo Lui, o impacto esportivo e comercial provocado pelo momento do jovem tenista brasileiro é notável.
Então acho que ele, como produto hoje em dia, de fato ele é muito superior ao que ele era no passado, que já era impressionante.
Ele explicou que as expectativas podem estar altas, mas não devem pressionar Fonseca.
“Todos queremos que ele ganhe, mas acho que ele vai achar o lugar dele na hora certa, no lugar certo. De fato, jogar em casa tem um x a mais aí de pressão. Acho que tem jogadores que conseguem administrar melhor e pior. Ele ainda pode demonstrar o que ele pode fazer”, sopesou.
Apesar do protagonismo, Carvalho defende cautela.
É difícil colocar também um business desse tamanho nas costas de um garoto de 19 anos. Ele ainda tá se desenvolvendo como pessoa, ele ainda tá se desenvolvendo como jogador. Eu acho que a gente tem que ter muita calma nessa hora.
Fase especial
Para o diretor, o momento é especial e a diversidade de atletas reforça o cenário de renovação e continuidade do esporte no país.
“É muito legal você ver que o tênis caiu na graça do povo brasileiro e ele tá cada vez mais presente através de João, através da Bia, através dos atletas. É legal que as pessoas se interessem pelo nosso esporte dessa maneira”, admirou.
Segundo Lui Carvalho, apesar do sucesso, o momento positivo do tênis brasileiro não se resume no João Fonseca e na Bia Haddad.
Eu acho que é uma João Fonseca mania, uma Bia mania. Os dois são grandes embaixadores do tênis. Mas é mais especial que eles, porque acho que a gente tem outros atletas.
O diretor ainda destacou nomes consolidados, como Marcelo Melo e Rafael Matos, além de jovens promessas, como Naná, Victoria Barros e Luiz Guto Miguel, atual número 5 do ranking juvenil.
Impacto fora da quadra
Segundo Carvalho, os reflexos já são claros na área comercial.
A gente sentiu uma questão, da parte comercial, de um interesse das empresas cada vez maior de fazer parte da plataforma tênis. De marcas que não faziam parte e agora querem fazer, pela exposição que o João e a Bia estão nos dando.
A popularização do esporte é perceptível no dia a dia.
“Principalmente a cobertura massiva da esporte, através das redes sociais, o interesse das pessoas. Eu nunca senti tanta procura por tênis de pessoas próximas que não se interessavam”, contou.
CNN Esportes S/A
Lui Carvalho, diretor-geral do Rio Open, o CNN Esportes S/A chega à 126ª edição. Apresentado por João Vitor Xavier, o programa aborda os bastidores de um mercado que movimenta bilhões e é um dos mais lucrativos do mundo: o esporte.
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Fonte : CNN