O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, tem adotado cautela diante da movimentação política no estado e evitado entrar publicamente na disputa interna da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
A postura ocorre em meio ao avanço de articulações que miram uma “eleição indireta” para um mandato-tampão no governo fluminense — movimento que pode alterar o equilíbrio de forças antes mesmo do pleito de 2026.
A hipótese de vacância no comando do Executivo estadual colocou a Alerj no centro do tabuleiro político. Caso o cenário sucessório no Rio se confirme, deputados estaduais terão a tarefa de escolher um governador para completar o mandato, o que abriu uma corrida antecipada por posicionamento e alianças.
É nesse ponto que aliados de Paes dizem que o prefeito prefere manter distância do embate. Segundo interlocutores, a estratégia é não se envolver na disputa interna do Legislativo estadual neste momento, preservando capital político enquanto o quadro institucional permanece indefinido.
Do outro lado, forças do PL intensificaram movimentos mirando a sucessão no Palácio Guanabara. Nos últimos dias, o senador Flávio Bolsonaro e o governador Cláudio Castro apareceram juntos em agendas e articulações políticas, gesto visto como sinal de alinhamento do grupo para a disputa estadual.
Dentro desse desenho, o secretário estadual e deputado licenciado Douglas Ruas passou a ser considerado o provável candidato ao governo. A avaliação entre interlocutores é que a direita busca chegar fortalecida ao próximo ciclo eleitoral — inclusive com a possibilidade de assumir a máquina estadual antes da eleição – com o próprio Ruas – caso se concretize a escolha indireta na Assembleia.
Apesar da movimentação crescente, Paes mantém o discurso público centrado na gestão municipal e evita antecipar o debate eleitoral. Ele, no entanto, já fechou aliança importante para compor chapa com o MDB na disputa eleitoral em outubro.
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Fonte : CNN