O governador de Minas Gerais e pré-candidato ao Planalto, Romeu Zema (Novo), disse, nesta sexta-feira (5), ser justo e democrático que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresente seu nome para concorrer à Presidência da República.
“Quando anunciei minha pré-candidatura ao presidente Bolsonaro, ele foi claro: múltiplas candidaturas no primeiro turno ajudam a somar forças no segundo. Então, faz todo sentido o Flávio apresentar seu nome à Presidência. É justo e democrático”, disse Zema no X (antigo Twitter).
Segundo o governador, ele segue “trabalhando todos os dias para tirar o PT do Palácio do Planalto, assim como fizemos em Minas Gerais, quando derrotamos o PT e encerramos anos de má gestão”.
Sigo trabalhando todos os dias para tirar o PT do Palácio do Planalto, assim como fizemos em Minas Gerais, quando derrotamos o PT e encerramos anos de má gestão.
O Brasileiro precisa voltar a se orgulhar de nosso país, eu acredito que podemos muito mais.
— Romeu Zema (@RomeuZema) December 5, 2025
Nas redes sociais, Flávio disse que assume a “missão de dar continuidade” ao projeto da direita com “grande responsabilidade”. Ele foi escolhido por seu pai, Jair Bolsonaro (PL).
“Eu me coloco diante de Deus e diante do Brasil para cumprir essa missão. E sei que Ele irá à frente, abrindo portas, derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada”, escreveu.
Como mostrou a CNN Brasil, a escolha de Bolsonaro pelo filho mais velho, enfrenta resistências na direita e até na família do ex-presidente. Aliados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por exemplo, rechaçam a sinalização. Além disso, a escolha teria gerado incômodo junto a aliados antigos do político e de dentro do próprio PL.
Crise no clã Bolsonaro
A escolha do ex-presidente por Flávio ocorre em meio a uma disputa dentro do clã Bolsonaro. A origem da crise se deu quando o diretório do PL no Ceará decidiu declarar apoio a uma eventual candidatura de Ciro Gomes (PSDB).
O apoio, no entanto, não agradou a todos os aliados de Bolsonaro. No domingo (30), Michelle Bolsonaro criticou a postura do partido ao apoiar Ciro.
A crise atingiu o seu ápice quando o embate passou a ser entre Michelle e os filhos do marido. As declarações da ex-primeira-dama não agradaram os enteados, que se posicionaram publicamente contra ela.
Após reunião do PL, na última terça (2), o partido suspendeu apoio a Ciro Gomes.
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Fonte : CNN