O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que é “difícil” segurar o preço dos combustíveis para o consumo interno em meio a tensões geopolíticas.
Questionado sobre o assunto em entrevista à TV Brasil, Alckmin argumentou que “são preços estabelecidos em geopolítica. Embora a gente seja exportador de petróleo bruto, a gente importa derivado”.
A fala desta terça-feira (10) ocorre em meio a alta do petróleo no mercado internacional, commodity que tem enfrentado forte volatilidade por conta da guerra.
Na segunda-feira (9), o preço do barril chegou a ultrapassar US$ 110, mas, após o presidente norte-americano Donald Trump sinalizar a possibilidade de o conflito acabar logo e abrir mão de sanções sobre petróleo, a cotação arrefeceu. Nesta terça-feira, o petróleo recuou e voltou a ser negociado próximo dos US$ 90.
Alckmin ressaltou que é “claro que [o cenário] afeta gasolina e diesel”.
Em meio a este cenário, porém, a Petrobras tem reforçado sua política de preços que visa evitar o repasse de volatilidades externas ao consumidor brasileiro.
“Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, diz nota da estatal de segunda-feira.
“Isso é possível porque passamos a considerar em nossa estratégia comercial as nossas melhores condições de refino e logística, o que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável”, afirma a petroleira.
“Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro, garantindo maior previsibilidade e segurança, protegendo nossos clientes de oscilações abruptas que se originam fora do país”, conclui.
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Fonte : CNN