© Bruno Peres/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) revelou que mais de 2 mil drones foram detectados operando sem autorização em áreas sensíveis durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém. Os dados, divulgados nesta terça-feira (18), são um balanço parcial das ações de vigilância e defesa do espaço aéreo.

O Centro Integrado de Controle de Aeronaves Remotamente Pilotadas e Contramedidas (CIC-ARP/CM), responsável pelo monitoramento, informou que seu sistema identificou 2.270 drones operando de forma irregular entre 31 de outubro e 15 de novembro. Além disso, o centro impediu 184 tentativas de voos em áreas consideradas proibidas.

A Polícia Federal reiterou a proibição do uso de drones nas áreas vinculadas à conferência e à segurança presidencial. A restrição se aplica especialmente aos arredores do Aeroporto Internacional de Belém, do Parque da Cidade, dos portos Miramar e Outeiro, e em qualquer local onde o presidente da República esteja presente.

A PF enfatiza que o uso de aeronaves remotamente pilotadas sem a devida permissão está sujeito a infrações administrativas. A ação pode configurar ato criminoso e sujeitar o responsável a penalidades civis, criminais e administrativas, de acordo com a legislação penal e aeronáutica brasileira.

“As atividades de monitoramento e neutralização seguirão sendo executadas pela Polícia Federal para assegurar a proteção do evento e a segurança dos participantes”, informou a corporação. A fiscalização intensiva visa garantir a segurança e a integridade do evento, que reúne líderes e representantes de diversos países para discutir questões cruciais relacionadas às mudanças climáticas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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