O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito novo presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) nesta quinta-feira (26).
Foram 45 votos a favor do parlamentar na sessão extraordinária convocada pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL).
Com a posse do novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Ruas fica apto a assumir o governo estadual. A linha sucessória estabelece que o cargo cabe ao presidente do Legislativo em caso de dupla vacância.
No momento, quem responde pelo governo do Rio de Janeiro é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro.
A eleição ocorre após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidir pela perda de mandato do deputado estadual Rodrigo Bacellar, que presidia a Casa. Ele havia sido reeleito por unanimidade em fevereiro de 2025 para presidir o Legislativo fluminense no biênio 2025-2026, com apoio dos 70 parlamentares estaduais.
Desde a decisão que afastou Bacellar, a Alerj passou a ser conduzida interinamente por Delaroli, primeiro vice-presidente da Mesa Diretora. Bacellar também já vinha no centro de uma crise política e judicial desde o fim de 2025, quando chegou a ser preso preventivamente pela Polícia Federal em investigação sobre suposto vazamento de informações sigilosas. Ele foi solto após conseguir liberdade provisória, mas não voltou a exercer o cargo.
Mandato cassado
Na última quarta-feira (26), o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), o ex-vice-governador Thiago Pampolha e Rodrigo Bacellar se tornaram inelegíveis por oito anos após julgamento no TSE.
Castro e Bacellar são acusados de fazerem parte de um esquema de contratações irregulares na Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro), envolvendo cerca de 27 mil cargos temporários que teriam sido utilizados para empregar cabos eleitorais e fortalecer a campanha de reeleição de Cláudio.
O caso chegou ao TSE após recurso do Ministério Público Eleitoral contra decisão anterior do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) que havia rejeitado os pedidos de cassação.
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Fonte : CNN