A indicação do vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), para disputar uma vaga no Senado pelo estado de São Paulo tem causado um impasse dentro do PL (Partido Liberal). Apontado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como nome para concorrer ao cargo, Mello Araújo não é unanimidade dentro da sigla, conforme apuração de Pedro Venceslau no CNN 360°.
O imbróglio teve início após o vazamento de uma lista de nomes elaborada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que foi fotografada por jornalistas ao ser deixada sobre uma mesa. Entre as anotações estava o nome de Mello Araújo como candidato ao Senado por São Paulo, aliado de primeira hora do bolsonarismo.
A situação gerou constrangimento porque o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, estava trabalhando em outra direção. Ele articulava para emplacar André do Prado (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, como candidato a vice na chapa de Tarcísio de Freitas para o governo do estado. De acordo com o acordo firmado entre Bolsonaro e Valdemar, caberia ao ex-presidente indicar os candidatos ao Senado, enquanto Valdemar escolheria os candidatos a governador. “Então o PL fez uma troca, digamos assim, até essa lista ser divulgada, trocando uma vaga ao Senado pela vaga de vice”, disse Venceslau.
Na tentativa de resolver o impasse, está agendada para esta sexta-feira (27) uma homenagem na Assembleia Legislativa de São Paulo, onde Valdemar Costa Neto receberá uma medalha da honra legislativa das mãos de André do Prado. O evento, que contará com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), parece ter sido formatado para projetar o nome de André do Prado como candidato a vice. Isso porque a coligação de Tarcísio é muito grande, com 12 legendas e mais de dez partidos, porém são apenas duas vagas no Senado e uma de vice.
A disputa interna no PL se intensificou com a pressão de Eduardo Bolsonaro, que defende a candidatura do deputado estadual Gil Diniz (PL) para o Senado. No entanto, dentro do partido, Gil Diniz é considerado um nome com pouca força eleitoral para um cargo dessa magnitude. Para complicar ainda mais o cenário, o governador Tarcísio de Freitas precisa contemplar uma coligação de mais de dez partidos com apenas três vagas de destaque: duas para o Senado e uma para vice-governador.
Enquanto isso, a primeira vaga ao Senado já está definida para o deputadp Guilherme Derrite (PP), que também foi autor do PL Antifacção na Câmara dos Deputados. Uma das alternativas discutidas é que o vice-governador Felício Ramuth mude de legenda para contemplar o MDB, mas isso levanta questões sobre como ficariam outros partidos importantes da coligação, como o PSD.
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Fonte : CNN