O episódio da docusérie “O Curioso Caso de…”, que passou a ser exibido neste mês no canal ID (Investigation Discovery), revisita o caso de George Kenney, ex-diretor de uma escola da Flórida, nos Estados Unidos, que aplicou sessões de hipnose em dezenas de alunos e outros membros da comunidade escolar.
Kenney passou a empregar técnicas de hipnose na North Port High School após um curso em 2009 e, conforme reportagens da época, atendeu cerca de 70 a 75 pessoas, muitos adolescentes.
O diretor oferecia as sessões para tratar ansiedade de provas, desempenho esportivo e atenção, solicitava autorizações por escrito dos pais e gravava alguns atendimentos, mas não possuía licença profissional para atuar como hipnoterapeuta.
No início de 2011, de acordo com a revista People, três estudantes que recebiam acompanhamento de Kenney — Marcus Freeman, Wesley McKinley e Brittany Palumbo— morreram em um intervalo de poucos meses: um em acidente de carro e dois por suicídio.
Famílias e colegas questionaram se as sessões tiveram relação com as mortes. Investigações administrativas e do departamento de saúde local passaram a apurar os procedimentos adotados pelo educador.
O Departamento de Saúde da Flórida entendeu que Kenney praticou hipnose em número suficiente de casos para caracterizar exercício profissional sem licença.
O diretor escolar foi indiciado por dois crimes de menor potencial ofensivo por praticar hipnose sem autorização.
Penas alternativas
Em juízo, optou por não contestar as acusações, ou seja, Kenney aceitou a solução imposta pela Justiça sem se declarar culpado e renunciou ao cargo em 2012.
Ele recebeu penas alternativas, como liberdade condicional e prestação de serviços comunitários.
Em ação civil por morte negligente contra o distrito escolar, as famílias receberam indenizações em 2015. Cada uma, segundo registros da época, obteve o valor máximo previsto no processo.
Após o desfecho legal, Kenney deixou a Flórida e, conforme registros e reportagens anteriores, mudou‑se para a Carolina do Norte, onde buscou manter perfil público reservado.
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Fonte : CNN