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A decisão do governador do Paraná, Ratinho Júnior, de desistir da disputa interna do PSD pela candidatura à Presidência da República em 2026 pegou de surpresa aliados próximos e integrantes do primeiro escalão.

Um aliado considerado importante, que esteve com o governador nos últimos dias para tratar justamente da pré-candidatura ao Planalto, relatou à CNN que não havia qualquer indicação de que o movimento seria feito neste momento.

Outra fonte ouvida pela CNN afirmou que o anúncio nesta segunda-feira não era esperado nem mesmo entre interlocutores mais próximos. Segundo esse relato, a avaliação é de que a decisão foi comunicada de forma repentina, sem construção prévia junto ao entorno político.

A surpresa não se restringiu ao meio político. De acordo com relatos, amigos pessoais de Ratinho Jr., fora da esfera institucional, também foram pegos de surpresa com a desistência.

Como mostrou a CNN, o governador decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato e deixar a disputa interna do PSD, que reunia governadores como Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.

Segundo o Blog de Caio Junqueira, a decisão foi influenciada por três fatores principais: pressão familiar, avaliação de risco político no Paraná e baixa viabilidade eleitoral no cenário nacional.

Nos bastidores, a leitura é de que, apesar de ter sido motivada por elementos estruturais e já em discussão no núcleo mais restrito, a desistência foi operacionalizada de forma reservada — o que explica o impacto entre aliados e pessoas próximas.

Nos bastidores, porém, a decisão também foi influenciada pelo cenário político no Paraná, especialmente após o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao pré-candidato ao governo do Estado Sergio Moro, que vai oficializar filiação ao PL.

De acordo com fontes do PSD, Ratinho e Flávio conversaram sobre o quadro eleitoral paranaense antes da definição pela desistência da disputa presidencial.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), é agora o favorito no partido para a disputa pela Presidência da República.

Segundo interlocutores da legenda, o processo interno de definição do candidato segue formalmente com dois nomes — Caiado e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite(PSDB) —, mas a avaliação predominante é de que o goiano larga em vantagem. O prazo para o anúncio oficial da candidatura permanece inalterado e deve ocorrer ainda no mês de março.

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Fonte : CNN

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