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A história de desaparecimento de uma família em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, pode ter começado por uma divergência entre o policial militar Cristiano Domingues Francisco e Silvana Germann de Aguiar, uma das vítimas do caso.

Uma denúncia no Conselho Tutelar sobre desrespeito com o próprio filho teria sido o estopim de uma relação conflituosa que segue sob investigação. Antes de desaparecer, no fim de janeiro, a mulher, de 48 anos, procurou o órgão de tutela para relatar que o filho, de 9 anos, teria restrições alimentares e que Cristiano, pai da criança, desrespeitava frequentemente orientações sobre a dieta do menino.

A criança, intolerante à lactose, morava com Silvana, mas passava os fins de semana na casa do pai. Segundo a Polícia Civil, a relação entre os genitores não era boa. Dias após a denúncia, a mulher desapareceu.

Em 28 de janeiro, o suspeito foi até o Conselho Tutelar para saber se o filho poderia ficar com ele. Após a prisão do homem, na última terça-feira (10), o menino foi encaminhado para a casa dos avós paternos.

Entenda o caso

Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga o desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, não é vista desde 24 de janeiro, enquanto seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro, após iniciarem buscas pela filha.

O caso é tratado pelas autoridades como crime de homicídio ou cárcere privado.

Durante as diligências, a perícia encontrou vestígios de sangue humano dentro de um banheiro e na área dos fundos da casa de Silvana. De acordo com o delegado Anderson Spier, as amostras foram confirmadas por laudos laboratoriais, embora não houvesse sinais de luta corporal no imóvel.

Já na residência dos pais de Silvana, a polícia localizou um projétil de arma de fogo, que foi identificado posteriormente como de festim, mas o local estava totalmente organizado e limpo.

Suspeito flagrado por câmeras de segurança

O principal suspeito do crime é Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana e policial militar, que teve a prisão temporária decretada no dia 10 de fevereiro.

Segundo a Polícia Civilimagens de câmeras de segurança registraram o homem dentro da casa das vítimas, três dias após o sumiço dos pais de Silvana.

Testemunhas relataram que Cristiano foi visto carregando mochilas ao entrar e sair da moradia. Em depoimento, o suspeito afirmou que foi ao local para buscar ração para animais de estimação.

Publicações falsas e movimentação suspeita

Um dos pontos centrais da investigação são as publicações em redes sociais feitas no perfil de Silvana em 24 de janeiro, relatando um suposto acidente de trânsito em Gramado.

Polícia Civil informou que o acidente nunca ocorreu e o carro de Silvana foi encontrado na garagem da própria casa, com as chaves no interior do imóvel.

Além disso, câmeras de monitoramento mostraram a chegada e saída de veículos considerados suspeitos na casa de Silvana na noite do desaparecimento, incluindo um carro vermelho que permaneceu no local por apenas oito minutos.

Investigações continuam

Até o momento, a Brigada Militar do Rio Grande do Sul confirmou o afastamento do policial militar de suas funções enquanto as investigações prosseguem.

A polícia aguarda novos laudos periciais e não descarta as hipóteses de feminicídio contra Silvana e homicídio contra seus pais. O paradeiro das vítimas permanece desconhecido.

CNN Brasil tenta contato com a defesa de Cristiano Domingues Francisco. O espaço está aberto para manifestação.

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Fonte : CNN

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