O estado de São Paulo vai oferecer atendimento especializado e acessível para pessoas com deficiência vítimas de violência, especialmente mulheres em situação de vunerabilidade.
A ação será implementada em Delegacias de Polícia de Proteção à Pessoa com Deficiência na capital, em Campinas, Ribeirão Preto, Santos e Guarulhos, locais que já contam com especialização para atender pessoas com deficiência, mas que agora passam a incluir essa vertente de atendimento à mulher.
O projeto inclui os Centros de Apoio Técnico (CATs), implantados pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) em parceria com a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Segundo dados do Atlas da Violência 2023, a violência doméstica é a principal forma de violência contra pessoas com deficiência. Entre mulheres com deficiência física, ela representa 70,4% das situações.
A falta de acessibilidade, a comunicação inadequada e o desconhecimento dos direitos fazem com que muitas mulheres permaneçam invisibilizadas nas estatísticas de violência.
Instalados dentro de delegacias, os CATs contam com equipes formadas por psicólogos, assistentes sociais e intérpretes de Libras, que auxiliam no acolhimento das vítimas e no registro das ocorrências.
Os CATs existem desde 2018 e já atenderam mais de 17,2 mil pessoas no estado. Agora, o projeto também amplia a atuação para o atendimento específico às mulheres.
Na cidade de São Paulo, a DPPD (Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência), responsável pelo atendimento especializado, fica na Rua Brigadeiro Tobias, na região central, próximo à estação Luz, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.
A unidade da capital possui tecnologias como monitor ampliador para baixa visão, guia de assinatura, scanner para gravação do Boletim de Ocorrência (BO) em áudio, Big Ball Mouse e intérprete de Libras.
O CAT Campinas fica no Jardim Pauliceia, o CAT Ribeirão Preto, em Nova Ribeirânia, o CAT Santos, no Gonzaga e o CAT Guarulhos, na Vila Carmargos. Todas as unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.
Pessoas com diferentes tipos de deficiência, auditiva, visual, intelectual, psicossocial, surdocegueira, múltiplas deficiências ou Transtorno do Espectro Autista, que foram vítimas de violência ou tiveram seus direitos violados, podem ser atendidas nessas unidades especializadas.
*Sob supervisão de Thiago Félix
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Fonte : CNN