A defesa do adolescente suspeito pelos maus-tratos contra o cão Orelha divulgou um vídeo que, segundo eles, mostra o animal vivo e caminhando na região da Praia Brava, em Florianópolis (SC), horas após o horário indicado pela polícia como sendo o momento em que ocorreram as agressões. A defesa nega a autoria do jovem na ação.
Nas imagens, é possível ver um cachorro preto, que seria Orelha, mexendo no lixo, no canto inferior direito do vídeo, por volta das 7h do dia 4 de janeiro. A Polícia Civil de Santa Catarina afirmou que as agressões contra o cachorro teriam ocorrido às 5h30.
Segundo os advogados, as imagens derrubam “as supostas provas de acusação contra o adolescente”.
Veja o vídeo:
A CNN Brasil entrou em contato com a Polícia Civil de Santa Catarina sobre as alegações da defesa, mas ainda não houve retorno. O espaço segue aberto.
Finalização do inquérito
A PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) finalizou o inquérito do Caso Orelha na última terça-feira (3) e o caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário.
A polícia da Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e a Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas responsáveis pela investigação, pediram a internação do adolescente que aparece em uma das câmeras de segurança localizada na entrada da Praia Brava. Segundo os agentes, a solicitação ocorreu em razão da gravidade do crime e pode ser comparada à prisão no sistema adulto.
De acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), a internação não pode ser efetuada. Segundo o Art. 122 do estatuto, essa medida deve ser aplicada apenas em atos infracionais de violência que ameacem pessoas. Em nenhum momento, há a citação de animais no regimento.
O caso segue em análise pelas autoridades responsáveis.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
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Fonte : CNN