Depois de entrar para a história com a primeira medalha do Brasil em Jogos Paralímpicos de Inverno, Cristian Ribera já traça um novo caminho. O atleta quer disputar o ouro no atletismo nos Jogos Paralímpicos de Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
Ribera voltou ao país na noite de segunda-feira (16), após conquistar a prata no esqui cross-country em Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, e indicou que pretende seguir os passos de Aline Rocha, que concilia modalidades de inverno e verão.
“Quero me inspirar na Aline, que é fera no atletismo, para tentar uma medalha agora em uma Olimpíada de Verão”, disse.
A delegação brasileira foi recebida com festa no Aeroporto de Guarulhos. Ribera, Aline, Elena Sena e Wellington da Silva ganharam uma bandeira do Time São Paulo Paralímpico, programa estadual de incentivo ao alto rendimento.
Aline reforçou a conexão entre as modalidades. “A medalha do Cristian me motivou muito, e agora espero puxá-lo para as pistas de atletismo para ele também ganhar em Los Angeles”, afirmou.
Marca inédita e efeito imediato
A prata de Ribera encerrou um jejum histórico: foi a primeira medalha do Brasil em Jogos Paralímpicos de Inverno. O resultado também garantiu ao país seu melhor desempenho entre nações da América Latina na história da competição.
O atleta foi vice-campeão na prova de sprint sentado. Na mesma edição, Aline Rocha somou três quintos lugares, enquanto o revezamento misto, com Ribera, Aline e Wellington, terminou em sétimo, sendo outro resultado inédito. Elena Sena fez sua estreia paralímpica.
“A ajuda do Time São Paulo é imprescindível para a gente poder disputar no nosso melhor nível”, disse Ribera.
Estrutura e investimento
Criado em 2011, o Time São Paulo Paralímpico reúne atualmente mais de 150 atletas em diferentes modalidades. O projeto é desenvolvido em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro e conta com investimento anual de R$ 8,2 milhões.
Os treinos são realizados no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, considerado um dos mais modernos do mundo. Em 2025, o governo estadual renovou a parceria de gestão do espaço por mais 35 anos.
Os resultados aparecem também no ciclo de verão. Nos Jogos de Paris 2024, o Brasil terminou pela primeira vez no top 5 do quadro de medalhas, com cerca de 40% das conquistas vindas de atletas ligados ao programa.
Transição em curso
Com contrato até 2028, Ribera inicia agora uma fase de adaptação. A ideia é manter o esqui, mas ampliar a preparação no atletismo, especialmente em provas de resistência.
O próximo ciclo inclui competições nacionais e internacionais, além do Parapan de Lima, em 2027. No horizonte, Los Angeles aparece como o grande objetivo.
“Agora é manter a cabeça erguida para chegar pronta e brigar por coisas ainda maiores”, disse Elena Sena, projetando o próximo ciclo.
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Fonte : CNN