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O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, afirmou nesta sexta-feira que os militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul estão discutindo a possível realocação de alguns sistemas de defesa antimísseis Patriot dos EUA, baseados na Coreia do Sul, para serem usados na guerra contra o Irã.

Cho respondeu a perguntas durante uma audiência parlamentar após reportagens da imprensa informarem que unidades do sistema móvel de interceptação de mísseis Patriot dos EUA haviam sido transferidas para a Base Aérea de Osan, na Coreia do Sul, a partir de outros locais no país.

O ministro disse que não podia comentar quando questionado se o plano dos EUA seria enviar os mísseis Patriot em breve para uso no conflito contra o Irã.

Ele afirmou que Seul não recebeu nenhum pedido formal de ajuda militar de Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que aceitaria assistência de qualquer país na campanha contra o Irã.

Já as Forças dos EUA na Coreia (USFK) disseram: “Por razões de segurança operacional, não comentamos sobre o movimento, realocação ou possível reposicionamento de capacidades ou equipamentos militares específicos.”

Reportagens da imprensa, citando fontes do governo sul-coreano, afirmaram que os sistemas Patriot estavam sendo preparados para envio ao Oriente Médio, com grandes aviões de transporte militar dos EUA chegando à base de Osan para realizar a transferência.

Forças americanas e israelenses estão atacando alvos estratégicos dentro do Irã há sete dias, em uma campanha que Trump disse ter como objetivo neutralizar as capacidades nucleares e de mísseis balísticos do país.

A Coreia do Sul abriga uma grande presença militar dos Estados Unidos para defesa conjunta contra a Coreia do Norte, que possui armas nucleares. Cerca de 28.500 soldados americanos estão estacionados no país, além de sistemas de defesa antiaérea, incluindo interceptadores de mísseis Patriot.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

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Fonte : CNN

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