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O consórcio iniciou 2026 em ritmo mais lento no agronegócio. Dados da Abac (Associação brasileira de Administradoras de Consórcio)  mostram queda nas vendas no primeiro bimestre de 2026, nos créditos liberados e nas contemplações, refletindo um cenário de cautela entre produtores rurais. Ainda assim, o número de participantes ativos segue em crescimento, indicando demanda reprimida e expectativa de retomada ao longo do ano.

No recorte específico de máquinas agrícolas, que representam 51% do segmento de veículos pesados dentro do Sistema de Consórcios, o volume de créditos comercializados somou R$ 2,84 bilhões entre janeiro e fevereiro, uma retração de 13,4% em relação ao mesmo período de 2025. As vendas de novas cotas também caíram 15,2%, totalizando 12,76 mil adesões.

A desaceleração é ainda mais evidente nas contemplações, momento em que o consorciado pode efetivamente adquirir o bem. Foram 8,02 mil liberações no bimestre, queda de 17,4%. O volume financeiro disponível acompanhou o movimento, recuando 14,3%, para R$ 1,79 bilhão.

Apesar disso, o número de participantes ativos cresceu 6,5%, chegando a 472,6 mil consorciados. Segundo a Abac, o dado sugere que, embora o produtor esteja mais cauteloso para investir no curto prazo, continua buscando planejamento financeiro para aquisições futuras.

Cautela no campo e impacto macroeconômico

O desempenho mais fraco do consórcio no agronegócio acompanha um cenário mais amplo de pressão sobre o setor. Juros ainda elevados, aumento do endividamento e incertezas quanto à rentabilidade das próximas safras têm levado produtores a adiar decisões de investimento, especialmente aquelas de maior valor, como a compra de máquinas.

Veículos pesados e outros segmentos

Esse comportamento também aparece no segmento mais amplo de veículos pesados, que inclui caminhões e implementos, fundamentais para o escoamento da produção agrícola. No período, houve retração na maioria dos indicadores, reforçando a leitura de desaceleração nas atividades ligadas ao campo e à logística.

Ainda assim, o consórcio segue relevante na cadeia produtiva. No transporte, por exemplo, a modalidade continua viabilizando cerca de um em cada três caminhões adquiridos no país, muitos deles destinados ao agronegócio.

O tíquete médio das cotas de máquinas agrícolas permaneceu praticamente estável, em torno de R$ 234 mil, o que reforça que o perfil de investimento não mudou, mas o timing das aquisições foi postergado.

Ao levar em consideração todas as modalidades, a modalidade consórcio cresceu 12% em número de participantes ativos e 8,8% em vendas de cotas, aproximando-se de R$ 80 bilhões.

“No primeiro bimestrenota-se que os efeitos de desaceleração da economiacomuns neste período do ano, atingiram alguns setores, contudo, na apuração geral, a maioria dos indicadores do consórcio mostrou avanços nos resultados, possibilitando a continuidade de crescimento. Houve aumento de consorciados ativos, apoiado principalmente nmaior conhecimento da essência da educação financeira. Com planejamento, os participantes vêm conquistando seus objetivos pessoais, evolução patrimonial, melhoria da qualidade de vida, entre outros”, afirma Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC. 

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Fonte : CNN

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