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A decisão do ministro Dias Toffoli de deixar a relatoria de inquérito dissipou parte da pressão sobre o STF (Supremo Tribunal Federal) no caso Master. Entretanto, o escândalo – e a teia de influência do banqueiro Daniel Vorcaro nos Três Poderes – continua no foco dos parlamentares em diferentes frentes.

O Congresso Nacional mira o apelo popular para garantir o avanço de iniciativas relacionadas ao Banco Master. As prioridades do grupo envolvem ouvir nomes ligados ao caso, acessar informações sigilosas e abrir novas frentes de apuração.

Estão pendentes de instalação duas CPIs (comissões parlamentares de inquérito). Na Câmara, o requerimento esbarra em uma fila de pedidos. Há também um pedido de CPMI para investigar o caso, mas que depende da leitura do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

Ainda que reivindiquem a instalação de uma comissão de inquérito, os congressistas buscam adiantar pedidos nos colegiados que já estão em funcionamento no Congresso. É o caso da CPMI do INSS, da CPI do Crime Organizado e do grupo de trabalho criado no âmbito da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).

Como mostrou a CNN Brasil, após o escândalo do Master vir a público em novembro do ano passado, as comissões de inquérito instaladas no Congresso passaram a receber diversos requerimentos que miram o banco.

Uma série de requerimentos sobre o caso Master já foi apresentada, mas apenas o grupo de trabalho da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado avançou com aprovações. O grupo, liderado por Renan Calheiros (MDB-AL), tem feito reuniões com autoridades e almeja ter acesso a informações sigilosas.

Na CPMI do INSS, pedidos sobre o Master foram retirados da pauta na última reunião. Já na CPI do Crime, o presidente do colegiado, Fabiano Contarato (PT-ES), deve pautar requerimentos após o Carnaval.

Nessa sexta-feira (13), o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que solicitou a André Mendonça a devolução à Comissão de todos os documentos referentes às quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico do dono da instituição, Daniel Vorcaro.

Carlos Viana ressaltou ainda que a oitiva do banqueiro Daniel Vorcaro está confirmada para o dia 26 de fevereiro, nos termos já estabelecidos pela Presidência da Comissão. A comissão de acompanhamento na CAE espera ouvir o banqueiro na mesma semana.

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Fonte : CNN

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