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A síndrome de burnout é um problema de saúde mental cada vez mais comum no ambiente de trabalho, caracterizada por um estado de esgotamento físico e emocional causado pelo estresse crônico e intenso. Identificar os sinais precocemente pode fazer toda a diferença para evitar que a condição se agrave, conforme explicaram os psiquiatras Rodrigo Bressan e Gustavo Estanislau, da Universidade Federal de São Paulo e do Instituto Ame Sua Mente, no CNN Sinais Vitais, que vai ao ar neste sábado (14), às 19h30.

Para diagnosticar o burnout, é necessário analisar a relação do indivíduo com o trabalho. Os principais pilares que caracterizam a síndrome incluem a exaustão, o distanciamento do ambiente profissional e a queda de produtividade. Uma pessoa que antes tinha uma relação produtiva, feliz e prazerosa com suas atividades laborais passa a demonstrar um comportamento distanciado e uma sensação de perda de eficiência.

Entre os sinais de alerta mais comuns estão problemas para dormir, já que a pessoa não consegue relaxar, além de um desgaste emocional significativo. “É bastante comum que a pessoa não consiga controlar impulsos, se emocione muito fácil com algumas coisas, se irrite com muita facilidade e com muita intensidade por outras”, explica Estanislau. A dificuldade de concentração também é frequente, assim como o isolamento social, que começa no ambiente de trabalho e pode se estender para outros círculos da vida pessoal.

Perfis mais vulneráveis ao burnout

Alguns traços de personalidade tornam certas pessoas mais suscetíveis à síndrome. Curiosamente, características associadas a alto desempenho profissional podem ser fatores de risco. Pessoas extremamente dedicadas e com elevado senso de idealismo tendem a ser mais vulneráveis, assim como aquelas que dependem muito do reconhecimento externo pelo seu trabalho.

O auto-perfeccionismo e a rigidez para resultados também são fatores que aumentam o risco de desenvolver burnout, pois intensificam o nível de estresse. Por isso, é fundamental criar ambientes de trabalho que ofereçam feedback adequado e estejam atentos aos sinais de esgotamento apresentados pelos colaboradores.

A prevenção passa pelo olhar atento dos colegas de trabalho. Mudanças de comportamento, como irritabilidade incomum ou isolamento, devem servir como alerta para iniciar um diálogo com a pessoa que pode estar desenvolvendo a síndrome. O suporte social e a identificação precoce são essenciais para evitar que o burnout evolua para quadros mais graves de saúde mental.

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Fonte : CNN

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