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As bolsas de commodities operam com pouca variação, enquanto os traders aguardam novidades sobre a taxa adicional de 10% dos EUA sobre todos os produtos não cobertos por isenções que entram em vigor hoje.

A taxa praticada é a que foi inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira, e não os 15% que ele prometeu no dia seguinte. Não há comunicado oficial explicando porquê o percentual mais baixo está sendo usado, medida que aumenta as dúvidas em torno da ⁠política comercial dos EUA. 

A China retomou seus negócios com o fim do feriado de Ano Novo Lunar. Há muita expectativa em como ficará o comércio entre as duas grandes potencias mundiais, China e EUA. O Ministério do Comércio Chinês diz que avalia o impacto da decisão da Suprema Corte dos EUA e sabe que Trump planeja manter as tarifas por “meios alternativos” e até abrir investigações sobre parceiros comerciais.  Japão e União Europeia entraram com pedidos para que os acordos firmados anteriormente sejam mantidos

A medida vigorará até 24 de julho de 2026, salvo suspensão, modificação ou extensão pelo Congresso. Entre os produtos agrícolas isentos estão carne bovina, tomates, itens à base de açaí, laranjas e suco de laranja. 

SOJA  

Desde o anúncio da Suprema Corte a soja opera em queda na bolsa de Chicago. Nesta terça-feira (24) apontava para um novo recuo de 0,30% com o contrato de maio cotado a US$ 11,46 o bushel. 

No porto de Paranaguá, a saca com 60 quilos de soja teve queda de 1,81% na segunda-feira (23) sendo negociada a R$126,16, perdendo partes dos ganhos no mês de fevereiro. 

A colheita da safra brasileira de soja está no começo e atrasada. A agência AgRural 30% das lavouras foram colhidas. Esse ritmo é 39% menor na comparação com o mesmo período do ano passado. Um dos motivos é a grande quantidade de chuva, principalmente no centro norte, que impossibilita a entrada das máquinas colheitadeiras e atrasa o serviço.  

 MILHO  

O atraso na colheita de soja no Brasil reduz a janela de plantio para o produtor rural e pode interferir na produção da segunda safra de milho. Segundo a agência AgRural 50% das futuras lavouras de milho foram plantadas, abaixo da média de 64% para essa época do ano.   

No mercado internacional, os futuros do milho na Bolsa de Chicago operaram com estabilidade na manhã desta terça.

CACAU 

A pressão sobre o preço do cacau continua. O contrato para maio trabalha em mais um dia no vermelho. Na bolsa de Nova York, há pouco, o papel caia 4%, a US$ 2.976,50 a tonelada. 

Com demanda enfraquecida a oferta aumenta. Os estoques globais foram atualizados para 2,111 milhões de sacas. O maior volume em quase seis meses.

No Brasil, a Camex (Câmara de Comércio Exterior) deve discutir na próxima sexta-feira (27) a possibilidade de ajuste tarifário sobre a importação de cacau, após pressão de produtores nacionais que pedem medidas para conter a concorrência externa em meio à disputa de preços no mercado.

BOI  

A arroba do boi se aproxima dos R$ 350 em São Paulo, segundo o indicador Cepea, com alta de quase 7% acumulada no mês.  

De acordo com a Agrifatto, há registros de negócios acima de R$ 355 a arroba, com ganhos de R$ 5 apenas em um dia. Os frigoríficos seguem com dificuldade para alongar as escalas de abate, enquanto os pecuaristas retêm a oferta e fortalecem o poder de negociação a espera de preços melhores. Um poder que se fortalece com pastos bem formados e que perderá força com a chegada a seca.  

O apetite das indústrias aumenta com a demanda internacional.  Dados divulgados esta semana pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o volume de carne bovina in natura exportada é 56% maior na comparação com fevereiro de 2025. Média diária de 14.823 toneladas embarcadas por dia.  

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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Fonte : CNN

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