Duas comissões da Câmara dos Deputados aprovaram, nesta terça-feira (3), moções de homenagem à cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, líder do estudo sobre a polilaminina no tratamento para restauração de lesões medulares recém ocorridas.
“O trabalho desenvolvido pela pesquisadora é fruto de esforço continuado, rigor científico e resiliência institucional, em contexto frequente marcado por restrições orçamentárias à pesquisa. Ainda assim, a cientista perseverou na produção de conhecimento de ponta, contribuindo para projetar o nome do Brasil no cenário internacional da biomedicina e da pesquisa transnacional”, afirma o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), no requerimento de moção e louvor, aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.
Na CSPCCO (Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado), o requerimento aprovado é do deputado Sargento Portugal (PODE-RJ). No texto ele argumenta que a moção de homenagem “vem em reconhecimento à sua relevante contribuição científica no desenvolvimento da polilaminina”.
“A pesquisa desenvolvida ao longo de mais de vinte e cinco anos, tem apresentado resultados promissores, possibilitando a recuperação de movimentos em pacientes acometidos por lesões medulares, por meio da atuação da polilaminina como ponte biológica capaz de reconectar neurônios, com maior eficácia quando aplicada nas fases iniciais após o trauma”.
O estudo
Em janeiro deste ano a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o início do estudo clínico para avaliar a segurança da polilaminina.
A substância, estudada por 25 anos pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é formada por uma proteína extraída da placenta humana, chamada de laminina.
Em estudos experimentais, cerca de 10 pacientes conseguiram recuperar os movimentos com o uso de polilaminina, entre eles um jovem de 31 anos que sofreu trauma por acidente de trânsito, uma mulher de 27 anos, que sofreu uma queda, e um homem de 33 anos, que sofreu lesão por arma de fogo.
De acordo com Tatiana Coelho Sampaio, ela é “uma alternativa mais acessível e segura do que as células-tronco”.
“Nossos estudos estão em estágio mais avançado, pois as células-tronco possuem imprevisibilidade após a aplicação”, explicou
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Fonte : CNN