© REUTERS/Alexandre Meneghini/Proibida reprodução

A votação do projeto de lei que visa aumentar a taxação de fintechs e empresas de apostas esportivas online, conhecidas como bets, foi adiada para o dia 2 de dezembro. A decisão ocorreu após um pedido de vista do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho. O projeto também propõe a criação de um programa de regularização tributária para pessoas de baixa renda, buscando otimizar a arrecadação e promover a justiça fiscal. A proposta tem gerado debates acalorados no cenário político e econômico, com diferentes visões sobre seus impactos no setor financeiro e na sociedade. As empresas de apostas esportivas (bets) estão no centro das discussões sobre a regulamentação e tributação de atividades online.

Atraso na Votação e Justificativas

O adiamento da votação foi justificado pela necessidade de uma análise mais aprofundada do tema, dada sua complexidade técnica e relevância. Segundo o senador Rogério Marinho, é crucial realizar um “mergulho” sobre o assunto antes de tomar uma decisão. A medida visa garantir que todos os aspectos sejam devidamente considerados, evitando impactos negativos não intencionais.

Impacto do Adiamento

O adiamento da votação gera incerteza no mercado e entre as empresas envolvidas, que aguardam definições sobre as novas regras tributárias. Enquanto isso, o projeto segue em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, com a possibilidade de ser analisado pela Câmara dos Deputados caso não haja recurso.

Detalhes do Projeto de Lei

O projeto de lei em questão, de número 5.373 de 2025, propõe alterações significativas na tributação de fintechs e bets. O relator do projeto, senador Eduardo Braga, apresentou um novo parecer que acata, total ou parcialmente, diversas emendas propostas. Uma das principais mudanças é a redução do aumento da taxação das bets em relação ao previsto inicialmente.

Taxação das Bets

Originalmente, o projeto previa um aumento de 12% para 24% na tributação sobre as bets. No entanto, o novo texto do relator propõe um aumento gradual, de 12% para 15% em 2026 e para 18% em 2028. A justificativa para a redução é evitar que o aumento abrupto prejudique as empresas legalizadas, enquanto as irregulares continuariam a operar sem recolher impostos.

Destinação dos Recursos

O aumento da arrecadação com a taxação das bets será direcionado para a seguridade social e para estados, Distrito Federal e municípios. Parte dos recursos será destinada a ações na área da saúde, em resposta aos impactos negativos das apostas na saúde mental da população. A base de cálculo para a tributação das bets é a receita bruta de jogo, calculada como o total arrecadado com as apostas, descontado o valor pago aos apostadores como prêmio.

Tributação das Fintechs

O projeto também prevê um aumento gradual na tributação das fintechs até 2028. A Contribuição Social do Lucro Líquido (CSLL) sobre fintechs subirá dos atuais 9% para 12% em 2026 e para 15% em 2028. Para as empresas que já pagam 15%, a alíquota passará para 17,5% em 2026 e 20% em 2028.

Justificativa para o Aumento

O senador Eduardo Braga argumenta que o aumento do CSLL das fintechs é necessário para igualar o percentual da tributação cobrada dos bancos tradicionais. A medida visa fortalecer a sustentabilidade fiscal e promover a isonomia entre as instituições financeiras.

Combate à Lavagem de Dinheiro

O projeto de lei também inclui medidas para dificultar o uso do sistema financeiro das fintechs e bets para lavagem de dinheiro do crime organizado. Estima-se que cerca de R$ 500 bilhões circulem por essas empresas sem fiscalização adequada. As novas regras preveem critérios mais claros para a autorização de operação de apostas e estabelecem prazos para a remoção de páginas ilegais.

Programa de Regularização Tributária

O projeto também institui o Programa de Regularização Tributária para Pessoas Físicas de Baixa Renda (Pert-Baixa Renda). Poderão aderir ao programa as pessoas físicas que, em 2024, tenham auferido rendimentos tributáveis mensais de até R$ 7.350,00 ou anuais de até R$ 88.200,00.

Conclusão

O adiamento da votação do projeto de lei que aumenta a taxação de fintechs e bets reflete a complexidade do tema e a necessidade de uma análise cuidadosa. As mudanças propostas visam aumentar a arrecadação, promover a justiça fiscal e combater a lavagem de dinheiro, mas também geram debates sobre seus impactos no setor financeiro. A aprovação ou rejeição do projeto terá implicações significativas para as empresas envolvidas e para a economia do país.

FAQ

1. Por que a votação do projeto de lei foi adiada?

A votação foi adiada devido a um pedido de vista do líder da oposição no Senado, que alegou a necessidade de uma análise mais aprofundada do tema.

2. Quais são as principais mudanças propostas pelo projeto de lei?

As principais mudanças incluem o aumento da taxação de fintechs e bets, a criação de um programa de regularização tributária para pessoas de baixa renda e medidas para combater a lavagem de dinheiro.

3. Como o aumento da taxação das bets será utilizado?

O aumento da arrecadação será direcionado para a seguridade social e para estados, Distrito Federal e municípios, com parte dos recursos destinada a ações na área da saúde.

Se você se interessou pelo assunto e quer acompanhar de perto o andamento deste projeto de lei, assine nossa newsletter e fique por dentro de todas as novidades e análises do cenário político-econômico!

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu