A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou, nesta terça-feira (10), três requerimentos ligados a morte de um dos investigados no escândalo envolvendo o Banco Master.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG) quando tentou tirar a própria vida. Ele foi levado ao hospital e morreu dias depois.
Entre os requerimentos aprovados está o convite ao diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, para prestar esclarecimentos sobre o fato.
“Torna-se essencial que esta Comissão seja devidamente informada acerca das circunstâncias exatas do ocorrido; dos protocolos de custódia e vigilância aplicáveis a presos mantidos em dependências da Polícia Federal; das condições estruturais das instalações utilizadas para custódia provisória; da existência de sistemas de monitoramento e registros audiovisuais do ocorrido; das medidas administrativas e investigativas adotadas pela Polícia Federal para apuração dos fatos”, justificou o autor do pedido, deputado Evair de Melo (PP-ES).
O parlamentar também é o autor dos demais requerimentos, que foram subscritos pelos deputados Sanderson (PL-RS), Coronel Ulysses (União-AC), Soldado Noélio (União-CE), Alberto Fraga (PL-DF), Sargento Portugal (Podemos-RJ), Allan Garcês (PP-MA), Sargento Fahur (PL-PR) e Heloísa Helena (PSOL-SP).
Outra medida aprovada é uma indicação à Procuradoria-Geral da República para sugerir a adoção de providências destinadas à apuração das circunstâncias da morte do investigado no âmbito da Operação Compliance Zero.
E por fim, os deputados aprovaram um requerimento para realizar visita técnica in loco nas dependências da Superintendência da PF em Minas Gerais, por parte de membros da Comissão, para verificação das condições de custódia e da cela onde ocorreu o suposto atentado.
Quem era Sicário?
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão era investigado pela PF como cúmplice de Daniel Vorcaro compondo um grupo criminoso com estrutura de vigilância e coerção privada, que foi denominada de “A Turma”.
Segundo a corporação, ele era responsável pela “coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo”, além de atuar como operador de serviços de Vorcaro.
A PF aponta que o homem realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.
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Fonte : CNN