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O superávit comercial da União Europeia continuou diminuindo, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13), uma vez ​que as tarifas pesam sobre as exportações para os ​Estados Unidos e o aumento das importações chinesas ofusca a produção doméstica, destacando ameaças existenciais ao modelo econômico do bloco.

As mudanças nas relações comerciais e políticas com as maiores potências mundiais vêm pressionando a Europa há anos, e os líderes se reuniram mais uma vez na quinta-feira(12) para debater maneiras de sobreviver à rivalidade econômica agressiva dos EUA e da China.

O ⁠superávit comercial da União Europeia caiu ​para 12,9 bilhões de euros em dezembro, ante 13,9 bilhões um ano ​antes, com as vendas de máquinas e veículos, motor do crescimento das exportações há anos, ⁠continuando em queda, e as vendas de ⁠produtos químicos também apresentando recuo.

As exportações para os EUA, o maior mercado ​de ‌exportação do bloco, caíram 12,6% em relação ao ano anterior, reduzindo o superávit em um ⁠terço, para 9,3 bilhões de euros, enquanto o déficit comercial do bloco com a China aumentou de 24,5 bilhões para 26,8 bilhões de euros.

As exportações têm sido voláteis desde que os EUA ‌anunciaram ⁠uma série de tarifas ‌no início de 2025, mas, suavizando essa volatilidade, a tendência mostra vendas significativamente menores, já que os preços mais altos forçam os importadores americanos a reduzir as compras ou adquirir seus ⁠produtos em outros lugares.

Economistas afirmam que levará anos ⁠para a Europa recuperar esse mercado perdido, deixando uma grande lacuna na economia, já que as exportações líquidas têm ‌sido o principal pilar do crescimento e a zona do euro agora enfrenta anos de expansão pouco acima de 1% ao ano.

Ainda assim, a economia doméstica parece estar resiliente ao choque comercial por enquanto, já que os investimentos relacionados à IA e o consumo ‌doméstico estão ganhando força, mantendo o crescimento do PIB em uma taxa modesta, mas ainda respeitável.

No último trimestre de 2025, a zona do euro cresceu 0,3%, em linha com ⁠a estimativa preliminar, informou a Eurostat em um comunicado separado.

Em outro sinal promissor, o emprego na zona do euro cresceu 0,2% em relação ao trimestre anterior, mantendo-se estável em relação aos ​três meses anteriores.

Algum otimismo também é alimentado pelo aumento dos gastos domésticos, particularmente na Alemanha, onde ​o governo está elevando os investimentos em defesa e infraestrutura, duas áreas há muito negligenciadas.

Esses gastos estão demorando a ganhar ritmo, mas já devem elevar os números do segundo trimestre e atingir velocidade máxima até o final do ‌ano.

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Fonte : CNN

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