A terceira e última noite de desfiles do Carnaval do Rio de Janeiro chegou ao fim na Marquês de Sapucaí com a apresentação das quatro escolas de samba que faltavam desfilar pelo grupo Especial.
Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Acadêmicos do Salgueiro completaram as 12 agremiações que disputam o título do Carnaval 2026. Veja os principais destaques dos desfiles das agremiações.
Paraíso do Tuiuti

Primeira a entrar na avenida, a Paraíso de Tuiuti traz o enredo “Lonã Ifá Lukumi” com a ideia de apresentar a vertente religiosa afro-cubana. O carnavalesco Jack Vasconcelos é o responsável pelo que a agremiação de São Cristovão leva para a Marquês de Sapucaí.
O intérprete Pixulé cantou Orunmila, a ancestralidade iorubana e a travessia que liga África, Cuba e Brasil. Mayara Lima desfilou como a rainha de bateria da escola – que entrou na Sapucaí com 25 alas, 5 carros alegóricos mais 1 tripé e 3100 componentes. A agremiação encerrou seu desfile antes dos 80 minutos, limite que cada uma tem para fazer o percurso.
Unidos de Vila Isabel

A Unidos de Vila Isabel veio com um enredo sobre Heitor dos Prazeres: “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África” é de autoria dos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad e do enredista Vinicius Natal. A dupla, inclusive, fez sua estreia na escola de Martinho da Vila após uma passagem pela Grande Rio.
Sabrina Sato, que ocupa o posto de rainha de bateria da escola de samba, recebeu o carinho e o incentivo do marido, Nicolas Prattes, momentos antes de desfilar. O casal trocou beijos pouco antes de ela seguir para a Avenida.
Antes da apresentação, a agremiação passou por um imprevisto: um dos carros alegóricos ficou preso sob um viaduto, exigindo que parte da estrutura fosse desmontada rapidamente para que o veículo pudesse seguir caminho.
Depois do contratempo, o carro conseguiu atravessar o trecho e a equipe refez a parte retirada. Com a situação resolvida, a escola entrou na avenida sem maiores dificuldades.
Acadêmicos do Grande Rio

Depois de fazer muito mistério, a Grande Rio foi a terceira a desfilar, levando para a Sapucaí um enredo sobre o manguebeat, movimento cultural brasileiro que surgiu em Recife (PE) no início dos anos 90, misturando ritmos regionais como o maracatu com rock, hip-hop, e música eletrônica. Seu objetivo era “antropofagizar” influências globais e locais, criando uma sonoridade única e um discurso crítico sobre a desigualdade social e o descaso com o meio ambiente.
Antes de entrar na avenida, a influenciadora Virginia Fonseca, que estreou como Rainha de Bateria da escola de samba, transmitiu ao vivo na Twitch os momentos de preparação e mostrou os bastidores do desfile.
Durante a live, ela exibiu os presentes enviados pelo namorado, Vinícius Júnior, que está em Madri, na Espanha, e comentou que estava ansiosa para a estreia no Carnaval do Rio.
No aquecimento que antecedeu a apresentação, Virginia acabou recebendo vaias ao ser anunciada como rainha de bateria da escola.
Além disso, uma das baianas da agremiação chegou a desmaiar durante a apresentação na frente dos jurados, causando preocupação nos presentes.
Acadêmicos do Salgueiro

Fechando o Carnaval do grupo Especial do Rio de Janeiro pela primeira vez, Acadêmicos do Salgueiro homenageou a carnavalesca Rosa Magalhães, que morreu em julho de 2024, com o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, do bacalhau e do pirata da perna-de-pau”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira, que chegou à escola no Carnaval de 2025, e pelo enredista Leonardo Antan. Allan Barbosa e Ricardo Hessez também fazem parte da equipe criativa da agremiação.
A rainha Viviane Araújo chamou atenção ao desfilar vestindo uma fantasia de pirata, em cima de uma plataforma que simulava um navio.
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Publicado por Jonathan Pereira, com informações de Giu Aya, Flávio Ismerim, Carol Ferreira e Giovana Christ, da CNN Brasil
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Fonte : CNN