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Fabricante de tratores de até 50 cavalos de potência, a Agritech fechou o último ano com faturamento de R$ 250 milhões e crescimento de 18%. A empresa, controlada pelo Grupo Agrale, tem como principal mercado a agricultura familiar e depende majoritariamente das linhas oficiais de crédito para sustentar as vendas. Para 2026, a projeção é de crescimento mais moderado, em torno de 10%. 

Segundo Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, CEO da companhia, o foco no pequeno produtor sempre foi estratégico. “A gente sempre trabalhou muito voltado para a agricultura familiar. Esse é o nosso principal mercado”, afirma. 

Hoje, cerca de 50% das operações estão ligadas ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). “O Pronaf representa metade das nossas operações. É um programa essencial para viabilizar a mecanização do pequeno agricultor”, diz o executivo. 

As demais vendas são realizadas por meio de linhas como Finame, Moderfrota, consórcios e recursos próprios dos clientes. 

Crédito travado afetou ritmo 

No último ano, a execução mais lenta do Plano Safra e os juros elevados impactaram o mercado. Embora o programa tenha sido anunciado em junho e julho, apenas cerca de 35% dos recursos foram efetivamente liberados. 

“Isso naturalmente tira o ritmo do setor. O produtor até tem interesse, mas depende da liberação do crédito”, afirma Cesar. Para este ano, a expectativa é de cenário mais favorável. “Acreditamos que haverá maior oferta de recursos. Historicamente, em ano eleitoral, há um esforço maior nesse sentido.” 

O consórcio vem ganhando espaço, embora ainda tenha peso menor entre os pequenos produtores. “No nosso segmento, cerca de 10% das vendas já são via consórcio. Entre os grandes produtores, essa modalidade cresce mais rapidamente”, explica o CEO. 

Considerando o total de máquinas comercializadas, o consórcio representa 22% das vendas. 

Microtrator como porta de entrada 

Desde a origem, a Agritech se especializou em tratores compactos. Com a criação do Pronaf, a empresa ampliou a atuação nesse nicho. 

Um dos destaques do portfólio é o microtrator, voltado ao produtor que está iniciando a mecanização. “É a primeira máquina quando o produtor deixa a enxada. Ele faz praticamente tudo o que um trator tradicional faz, mas com um investimento mais acessível”, afirma Cesar. 

O equipamento é utilizado principalmente em hortaliças, milho em pequena escala e fruticultura, com preços entre R$ 37 mil e R$ 60 mil, dependendo dos implementos. 

O Rio Grande do Sul concentra a maior base de clientes da empresa. “São produtores familiares, mas muito profissionalizados”, diz. 

Histórico societário 

A Agritech era ligada à Yanmar, que encerrou suas atividades agrícolas no Brasil em 2000. A marca passou ao controle do Grupo Agrale, que assumiu as operações e retomou as atividades em 2017. Atualmente, a empresa é 100% do grupo, com unidades industriais vizinhas em Indaiatuba (SP). 

 

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Fonte : CNN

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