A fabricante americana de defensivos agrícolas FMC não descarta a venda da companhia, após o Conselho de Administração autorizar a avaliação de alternativas estratégicas, incluindo a alienação total ou parcial do negócio.
Segundo comunicado divulgado com os resultados financeiros do quarto trimestre e ano de 2025, a companhia “está focada na execução de suas prioridades operacionais para 2026, uma das quais é o fortalecimento do balanço patrimonial por meio da redução de US$ 1 bilhão em dívidas via venda de ativos e acordos de licenciamento”. Isso inclui a venda previamente anunciada do negócio comercial da Índia.
A FMC enfrenta uma crise pela combinação de uma forte desaceleração do setor agrícola, queda acentuada na demanda por defensivos agrícolas, concorrência intensa de produtos genéricos e elevado nível de endividamento. A dívida total da companhia em 31 de dezembro de 2025 era de US$ 4,08 bilhões.
“Nosso foco em 2026 é executar nossas prioridades operacionais, que incluem fortalecer o balanço e melhorar a competitividade geral do nosso portfólio”, afirmou Pierre Brondeau, chairman, CEO e presidente, em comunicado.
No quarto trimestre de 2025, a FMC alcançou prejuízo líquido de US$ 1,72 bilhão, mais de mil vezes maior que os US$ 16,1 milhões de prejuízo registrados no mesmo período do ano anterior.
Segundo a companhia, o resultado do trimestre foi impactado principalmente por uma perda contábil, sem efeito no caixa, relacionada à redução do valor do goodwill, que representa ativos intangíveis como marca e expectativa de resultados futuros, após a queda no preço das ações da empresa.
No acumulado do ano, o prejuízo líquido alcançou US$ 2,24 bilhões, enquanto em 2024 a empresa registrou lucro líquido de US$ 341,6 milhões.
A receita foi de US$ 1,08 bilhão no trimestre, queda de 12% na comparação interanual. A receita na América Latina foi reduzida de US$ 390,2 milhões no terceiro trimestre de 2024 para US$ 371,1 milhões em 2025. No ano completo, caiu de US$ 1,39 bilhão para US$ 1,35 bilhão em 2025.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou US$ 280 milhões no trimestre e US$ 843 milhões no ano, queda de 17% e 7% em relação aos mesmos períodos do ano anterior, respectivamente.
Projeções
A empresa espera uma receita entre US$ 3,6 bilhões e US$ 3,8 bilhões para 2026, uma queda de 5% no ponto médio em relação ao ano passado.
Já o Ebitda ajustado é esperado entre US$ 670 milhões e US$ 730 milhões, uma queda de 17% em relação ao ano anterior “principalmente devido a preços mais baixos”.
O lucro por ação ajustado, por sua vez, é estimado entre US$ 1,63 e US$ 1,89.
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Fonte : CNN