O governo Lula anunciou nesta quarta-feira (11) mais de R$ 5,7 bilhões em investimentos para ampliar e modernizar 11 aeroportos. Vinculado ao Novo PAC, o financiamento contribuirá para alavancar outros investimentos, somando R$ 9,2 bilhões.
Com os recursos, o Palácio do Planalto estima ampliar a movimentação de passageiros nesses aeroportos para 40 milhões de pessoas. Hoje o bloco movimenta cerca de 29 milhões de passageiros por ano.
O Aeroporto de Congonhas concentra o maior volume de recursos previstos. Os investimentos serão aplicados na construção de um novo terminal. Com a obra, a área do Aeroporto aumentará de 40 mil m² para 105 mil m².
Em Congonhas, também estão previstas a ampliação do pátio de aeronaves, o aumento do número de pontes de embarque — de 12 para 19 — e a expansão da área comercial, que ultrapassará 20 mil m². Dados do Palácio do Planalto indicam que o aeroporto já concluiu cerca de 29% das obras.
Veja a lista de aeroportos administrados pela Aena que serão beneficiados com o Plano de Investimentos e Modernização de Aeroportos:
- Congonhas (SP): aeroporto já concluiu 29,6% das obras;
- Campo Grande (MS): execução das obras chegou a 60,43% do total;
- Ponta Porã (MS): registra 79,61% da execução total;
- Corumbá (MS): execução das obras está em 67,1% do total;
- Marabá (PA): alcançou 64,87% da execução total das obras;
- Carajás (PA): execução total das obras alcançou 66,65%;
- Altamira (PA): atingiu 70,48% da execução total das obras;
- Uberlândia (MG): aeroporto alcançou 63,06% da execução total das obras;
- Uberaba (MG): alcançou 56,13% das obras;
- Montes Claros (MG): alcançou 58,51% da execução das obras;
- Santarém (PA): a execução total das obras alcançou 45,41%.
Dos R$ 5,7 bilhões previstos no plano, R$ 4,64 bilhões vêm do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O financiamento foi modelado como um project finance non recourse, em que o pagamento é feito com o fluxo de receitas do projeto.
Sendo assim, após a conclusão das obras, a Aena poderá refinanciar a dívida em condições potencialmente melhores, com a mudança no custo financeiro (repricing). Esse mecanismo permite potencial redução do custo da dívida, elimina o chamado risco de rolagem e garante o funding de longo prazo do projeto.
O prazo para a conclusão é junho de 2028, no caso do Aeroporto de Congonhas, e junho de 2026, para os demais terminais.
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Fonte : CNN