A movimentação ocorre em meio ao avanço da colheita no país, que, em geral, está atrasada em relação ao ciclo de 2024/25. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os trabalhos já alcançavam 50,6% da área plantada no Brasil até o dia 7 de março.
O ritmo está 8,9 pontos percentuais acima da semana anterior e levemente acima da média dos últimos cinco anos, embora ainda abaixo do registrado no mesmo período da safra passada, quando 60,9% da área já havia sido colhida.
No cenário nacional, os estados com colheita mais avançada são Mato Grosso, com 89,2% da área já colhida, e Mato Grosso do Sul, com cerca de 61%, segundo o levantamento semanal da Conab.
Embora não seja tradicionalmente um dos principais polos da oleaginosa, São Paulo ocupa hoje a oitava posição entre os maiores produtores de soja do país, com cerca de 5 milhões de toneladas por safra, volume que representa aproximadamente 3% da produção nacional.
A soja vem ganhando espaço principalmente no oeste paulista, em regiões como Presidente Prudente, Assis e Araçatuba, muitas vezes em sistemas de rotação com milho ou substituindo áreas de pastagem.
Já no sudoeste do estado, a produtividade das lavouras tem chamado a atenção dos produtores e do mercado. Equipe do CNN Agro estiveram na região e acompanharam fazendas que estão na corrida para concluir a colheita e iniciar o escoamento da produção.
Enquanto a soja sai, as plantadeiras já semeiam o milho da segunda safra. De acordo com a estimativa da AgRural, o plantio da safrinha do cereal chegou na última quinta-feira (5) a 82% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil, contra 66% uma semana antes e 92% no mesmo período do ano passado.
“Apesar dos esforços dos produtores para acelerar as máquinas e não estender os trabalhos para muito além da janela ideal, o ritmo da região ainda é o mais lento desde 2022. Além disso, existe preocupação em alguns pontos do Paraná e de Mato Grosso do Sul devido à falta de umidade”, descreve a consultoria em nota.
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Fonte : CNN