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O calendário educacional brasileiro ganhou um marco oficial nesta semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou na quarta-feira (7) a lei nº 15.331, que estabelece julho como o Mês Nacional das Olimpíadas Científicas e do Conhecimento.

A medida projeta essas competições para o centro das atenções de escolas públicas e particulares, superando a ideia de que se tratam de eventos restritos.

O professor João Batista Garcia Canalle, coordenador da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e da Olimpíada Brasileira de Foguetes, recebeu a notícia com entusiasmo.

Ele recorda que o cenário mudou drasticamente em quase 30 anos: o Brasil saltou de apenas quatro competições em 1998 para mais de 150 atualmente. Para Canalle, a nova lei valoriza o papel dessas iniciativas na “divulgação e popularização” da ciência.

O astrônomo explica que as olimpíadas funcionam como um braço direito para os professores, levando para dentro das salas de aula conhecimentos que a grade curricular comum não alcança.

“Quando a escola abraça atividades como grupos de pesquisa ou o lançamento de foguetes didáticos, ela permite que agentes externos colaborem diretamente com o aperfeiçoamento da educação”, disse ele à CNN Brasil.

A lei teve origem em um projeto do senador e astronauta Marcos Pontes (PL).

O fator motivação

Segundo o coordenador da OBA, o mês de julho servirá para lembrar a importância de alunos e escolas participarem do maior número possível de competições.

Canalle diz ainda que o sistema de premiações é um motor potente para o aprendizado e que as medalhas funcionam como exemplos para quem ainda não as conquistou.

“Em geral elas distribuem muitas medalhas, e isso é muito importante, pois medalhas são altamente motivadoras para quem as recebe e, portanto, tendem a estudar mais”.

Vitória pedagógica

O professor reforça que o valor real da iniciativa não está apenas no pódio, mas no esforço aplicado pelo estudante. Para Canalle, o simples fato de um aluno se preparar para uma olimpíada já representa um ganho educacional imediato, independentemente do resultado final.

“Todos estão ganhando. Só não está ganhando quem não estuda, porque quem vai participar de uma olimpíada se preparou, estudou um pouco mais e, portanto, está ganhando porque estudou”.

Com a sanção, a expectativa é que o próximo mês de julho já conte com uma mobilização nacional para integrar estudantes de diferentes níveis em torno da ciência e da tecnologia.

Portas abertas no ensino superior

O impacto já reflete diretamente nas universidades. Segundo Canalle, as instituições “ficaram espertas” e passaram a adotar seleções focadas em alunos olímpicos, reconhecendo sua proatividade e bagagem diferenciada.

Essa mudança atende à necessidade de mão de obra qualificada para o setor aeroespacial brasileiro, formando a base de profissionais que o país precisa.

Para o coordenador, estimular jovens a construírem seus próprios projetos é o caminho para que falhas técnicas em lançamentos fiquem no passado.

Com a nova lei, a expectativa é que o próximo mês de julho já conte com uma mobilização nacional para integrar estudantes em torno da tecnologia.

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Fonte : CNN

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