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O Irã executou um cidadão sueco nesta quarta-feira (18), informou a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard. A pasta acrescentou que convocou o embaixador iraniano em Estocolmo para condenar a decisão.

“A pena de morte é uma punição desumana, cruel e irreversível. A Suécia, juntamente com o resto da União Europeia, condena sua aplicação em todas as circunstâncias”, destacou Stenergard.

A Suécia não divulgou o nome do cidadão no comunicado. No entanto, a mídia estatal iraniana o identificou como Kourosh Keyvani, que foi preso no ano passado e acusado de “cooperação com a inteligência e espionagem em favor do governo israelense”.

Keyvani tinha dupla nacionalidade, sueca e iraniana. Ele é o terceiro homem a ser executado pelo Irã por espionagem em 2026. Ao menos 13 pessoas foram executadas sob acusações semelhantes no ano passado, de acordo com o grupo de monitoramento Iran Human Rights, com sede na Noruega.

Os procedimentos legais que levaram à execução não atenderam aos padrões do devido processo legal, ainda segundo a ministra.

“A Suécia continuará a condenar as graves violações dos direitos humanos no Irã”, comentou Stenergard.

Centenas de iranianos permanecem no corredor da morte, incluindo muitos que são considerados prisioneiros políticos. Muitos ainda não foram sentenciados e podem enfrentar a pena capital.

*com informações da Reuters e da CNN Internacional

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.  As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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Fonte : CNN

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