Chile se prepara para um segundo turno presidencial decisivo, marcado para 14 de dezembro, onde a disputa se dará entre a candidata comunista Jeannette Jara e o conservador José Antonio Kast. Este será o primeiro pleito presidencial com voto obrigatório desde a redemocratização do país.
Jeannette Jara, ex-ministra do Trabalho e representante da coalizão governista, obteve 27% dos votos no primeiro turno. Para ampliar seu apoio, ela tem sinalizado um distanciamento do atual presidente Gabriel Boric, chegando a mencionar a possibilidade de renunciar à sua filiação ao Partido Comunista caso vença. A candidata também adotou uma postura mais crítica em relação a regimes como Cuba e Venezuela, afirmando que Cuba “claramente não é uma democracia”.
José Antonio Kast, líder da direita e fundador do Partido Republicano, conquistou cerca de 24% dos votos, chegando ao segundo turno pela segunda vez em sua trajetória política. Kast, que foi derrotado por Boric em 2021, tem buscado apresentar um tom mais moderado, mas mantém suas propostas de linha dura em relação à segurança e imigração. O candidato conservador também defende um corte de US$ 6 bilhões nos gastos públicos.
Kast é considerado o favorito para o segundo turno, com pesquisas indicando uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre Jara. A direita chilena demonstrou força no primeiro turno, com os três candidatos subsequentes também representando partidos de direita. Somados os votos de Kast e desses candidatos, a direita obteve mais de 70% dos votos, garantindo a maioria na Câmara e no Senado.
A segurança pública tem sido um tema central na campanha, impulsionada por um aumento significativo na taxa de homicídios no Chile entre 2015 e 2024, um fenômeno frequentemente associado ao aumento da imigração venezuelana.
Enquanto isso, no México, milhares de pessoas protestaram na Cidade do México contra o aumento da criminalidade, após o assassinato do prefeito de Uruapan, Carlos Manzo. Os protestos resultaram em 120 feridos e 20 detidos, segundo autoridades locais. A presidente Claudia Sheinbaum alegou que as manifestações foram impulsionadas por grupos opositores e com influência externa, mencionando o uso de robôs digitais nas redes sociais e se posicionando contrária ao reconhecimento dos cartéis de drogas mexicanos como grupos terroristas.
Nos Estados Unidos, o governo intensificou a luta contra o narcotráfico, realizando ataques a embarcações no Oceano Pacífico. Um desses ataques resultou na morte de três pessoas. O país também planeja classificar o Cartel de los Soles, supostamente liderado por Nicolás Maduro, como organização terrorista internacional.
No Brasil, um conselheiro de Donald Trump, Jason Miller, criticou o ministro Alexandre de Moraes do STF, acusando-o de destruir a democracia brasileira após a decisão que tornou Eduardo Bolsonaro réu por coação. O Ministério das Comunicações revogou a renovação da licença de uma rádio opositora ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, gerando controvérsia.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o governo processará médicos que adotam tratamentos para as consequências das “picadinhas” contra certa doença, após matéria de jornal que expôs esses profissionais.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central indicou uma queda de 0,9% no terceiro trimestre do ano no Brasil. Para 2025, o Ministério da Fazenda projeta um crescimento do PIB de 2,2%, desacelerando em relação a 2024.
O governo ampliou a verba destinada à comunicação institucional, em detrimento das ações de utilidade pública.
Fonte: revistatimeline.com