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A Premier League anunciou nesta segunda-feira (16) que o Chelsea foi punido com uma multa recorde de 10,75 milhões de libras (cerca de R$ 75 milhões) por violações históricas das regras da liga.

Além da penalidade financeira, o clube londrino recebeu uma proibição de contratações para o time principal por um ano, punição que ficará suspensa por dois anos, e uma restrição imediata de nove meses para registrar jogadores nas categorias de base.

Em comunicado, a Premier League informou que os atuais proprietários do Chelsea relataram voluntariamente em 2022 evidências de uma possível violação de regras relacionadas a pagamentos de terceiros e relatórios financeiros. O clube também comunicou, em 2025, um possível descumprimento das normas da academia de formação.

Segundo a liga, duas investigações disciplinares separadas foram concluídas após o próprio clube admitir potenciais irregularidades históricas.

Após apuração, a Premier League concluiu que, entre 2011 e 2018, foram feitos pagamentos ilícitos não declarados por terceiros associados ao Chelsea a jogadores, agentes não registrados e outras partes.

Esses valores, segundo a liga, não foram informados às autoridades regulatórias do futebol na época, incluindo a própria Premier League.

“Os pagamentos foram realizados em benefício do Chelsea FC e deveriam ter sido tratados como despesas do clube”, afirmou a organização.

A liga também afirmou que o clube reconheceu que tanto os pagamentos quanto a omissão dessas informações configuraram uma violação da obrigação de agir de boa-fé perante a Premier League.

Venda do clube ocorreu em 2022

Durante o período investigado, o Chelsea ainda era controlado pelo bilionário russo Roman Abramovich. Ele vendeu o clube em 2022 após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

A equipe passou então para um consórcio liderado pelo investidor americano Todd Boehly e pela empresa de private equity Clearlake Capital, que assumiram o controle em maio daquele ano.

A Premier League informou ainda que revisou uma série de recalculações das declarações financeiras históricas do clube, levando em consideração os pagamentos feitos em benefício do Chelsea. Como resultado, o clube aceitou pagar uma multa de 10 milhões de libras.Apesar das infrações, o Chelsea evitou a perda de pontos. A liga concluiu que, em nenhum cenário, o clube teria violado as regras de Rentabilidade e Sustentabilidade durante os períodos analisados.vvvvvvDe acordo com a Premier League, o fato de o clube ter relatado voluntariamente as irregularidades, admitido as falhas e cooperado com as investigações foi considerado um fator atenuante relevante.

Punição também atinge a base

Uma investigação separada analisou possíveis violações das regras de desenvolvimento de jovens, relacionadas ao registro de jogadores da academia por um funcionário do clube entre 2019 e 2022.

Como resultado, o Chelsea aceitou uma proibição imediata de nove meses para registrar atletas das categorias de base provenientes de clubes da Premier League e da English Football League (EFL), além de uma multa de 750 mil libras.

As sanções entram em vigor imediatamente, e o clube também arcará com todos os custos das investigações e dos processos disciplinares.

Em nota, o Chelsea afirmou que tratou o caso “com a máxima seriedade” e colaborou integralmente com os reguladores desde o início das apurações.

A punição financeira é a maior já aplicada pela Premier League. O recorde anterior pertencia ao West Ham United, multado em 5,5 milhões de libras em 2007.


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Fonte : CNN

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