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O CEO do Pinterest, Bill Ready, afirmou que as redes sociais não são ambientes seguros para crianças com menos de 16 anos. A declaração foi publicada em um artigo na revista Time, na última sexta-feira (20), no qual ele comenta a recente proibição do uso dessas plataformas por menores na Austrália.

A manifestação ocorre em meio a um julgamento envolvendo Google e Meta, realizado em Los Angeles, que discute os impactos das redes sociais na vida de adolescentes.

Segundo Ready, “as empresas que criaram essas plataformas não pensaram o suficiente nas consequências, sendo algumas das mais graves a exposição a desconhecidos e o estímulo ao vício em telas”.

No texto, o executivo menciona que alguns de seus colegas que lideram grandes empresas de tecnologia criticaram a decisão australiana, chegando a classificá-la como “prematura e meramente simbólica”.

“Eu vejo este momento de forma diferente. Agora é a hora de aplicar a mesma criatividade e inovação que construíram o ecossistema das redes sociais à tarefa vital de proteger as crianças online. E se não conseguirmos fazer isso de forma eficaz, perderemos toda a credibilidade necessária para nos opormos a uma proibição”, declarou.

A Austrália saiu na frente com sua proibição para menores de 16 anos. Outros países da Europa, incluindo o Reino Unido, Espanha e França, consideraram medidas semelhantes. Enquanto isso, os EUA adotaram uma abordagem diferente, pressionando pela verificação de idade nas lojas de aplicativos, medida apoiada pelo Pinterest.

Ele defendeu que essa iniciativa cria uma estrutura uniforme e segura para a privacidade, facilmente controlada pelos pais e que poderia ser usada para responsabilizar todos os aplicativos por oferecer experiências adequadas à idade.

“As empresas já enfrentaram esse tipo de desafio regulatório antes. Estabelecemos limites de idade para dirigir, fumar e consumir álcool, sabendo que as regras são imperfeitas e que às vezes serão desrespeitadas. Mesmo assim, continuamos a estabelecê-las porque sabemos que essas políticas podem melhorar e, às vezes, salvar vidas”, explicou.

“Uma proteção imperfeita é melhor do que nenhuma. Precisamos de um padrão claro: proibição de redes sociais para adolescentes menores de 16 anos, com fiscalização efetiva e responsabilização dos sistemas operacionais de celulares e dos aplicativos que neles funcionam”.

“No Pinterest, vimos que proteger os jovens e construir um negócio sólido não são coisas incompatíveis. Elas podem e devem caminhar juntas”, escreveu. Para o executivo, o cenário atual exige “regras mais claras, ferramentas melhores para os pais e mais responsabilidade em todo o ecossistema tecnológico”.

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Fonte : CNN

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