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O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou em entrevista ao Live CNN que o caso envolvendo o Banco Master está causando grande preocupação em Brasília. “Esse caso do Banco Master tira o sono de muita gente em Brasília”, declarou Viana.

O parlamentar ressaltou que as investigações da comissão têm avançado significativamente, apesar das pressões políticas que surgem naturalmente em um ambiente polarizado. “A CPMI é uma comissão política e desde o início essas pressões têm acontecido porque nós temos essa divisão muito firme no Brasil hoje, de direita e esquerda. E cada lado quer que a sua narrativa ganhe preponderância“, explicou.

Investigações avançam sobre fundos de pensão

Viana mencionou que o Ministério Público de São Paulo está investigando investimentos de previdência no Banco Master em quatro cidades: Cajamar, Araras, Santo Antônio de Posse e Santa Rita do Oeste. Segundo o senador, os servidores públicos estão sendo prejudicados há muito tempo por conta de fragilidades na gestão dos fundos de pensão.

“No nosso caso, fazendo um recorte específico do trabalho que estamos fazendo na CPMI, se ele chegar lá, o senhor Daniel Vocalo, e disser assim: ‘Não, eu consegui fazer a transferência de todos esses milhões da Previdência porque determinado político me ajudou, determinado partido’, vai aparecer”, afirmou o presidente da comissão.

O parlamentar foi enfático ao afirmou que não haverá proteção a ninguém nas investigações. “Em momento algum, nem eu nem o relator, vamos deixar que isso deixe de transparecer para a população. Cada um terá que assumir sua responsabilidade”, destacou.

Tempo limitado e foco nas investigações

Carlos Viana também comentou sobre o cronograma apertado da CPMI, que conta com apenas 13 encontros até o final de março, sendo dois deles destinados à leitura e votação do relatório final. “É praticamente impossível que todos eles sejam analisados no tempo necessário”, disse, referindo-se aos mais de 5 mil requerimentos de quebra de sigilo e às mais de 100 pessoas convocadas.

Diante desse cenário, o senador defende que a comissão mantenha o foco nas investigações. “Se nós começarmos a caminhar para o lado da especulação política, do ano eleitoral, a gente não vai terminar o trabalho da maneira como deveria”, alertou.

Viana garantiu que colocará em votação os requerimentos daqueles que têm ligação direta com a investigação, independentemente de posicionamento político ou ideológico. “Eu não vou blindar ninguém na CPMI, independentemente do lado político ou ideológico que esteja”, concluiu.

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Fonte : CNN

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