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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, afirmou à CNN Brasil nesta segunda-feira (9) que o escândalo envolvendo o Banco Master está infiltrado em todos os Poderes da República.

“O caso do Banco Master é imenso: ele envolve prefeituras, governos estaduais, governo federal, fundos de previdência, mercado financeiro. Ele teve infiltração, muito provável, via corrupção, no Legislativo, no Executivo e no Judiciário”, disse Vieira.

Desde a última sexta-feira (6), o senador tem colhido assinaturas para a abertura de uma CPI que investigue a conduta dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal).

“O caminho, na experiência que eu tenho como policial e como parlamentar, é você ter um foco muito definido. Então, o foco desta nova CPI é delimitado a apurar as relações entre os dois ministros e esse grupo criminosos — se elas existiram ou não, qual a natureza delas, se os ministros incorreram em alguma falha, para que a gente possa depois aplicar os remédios constitucionais”, explicou Vieira.

Segundo o parlamentar, foram reunidas até o momento 35 assinaturas para a instalação da nova comissão de inquérito, oito a mais do que o mínimo necessário de 27.

Questionado sobre a possibilidade de a nova CPI, uma vez instalada, fragilizar julgamentos anteriores do ministro Alexandre de Moraes, Vieira pontuou que “a Constituição não permite que a gente faça, em CPI, revisão ou discussão do conteúdo de decisões judiciais”.

“O requerimento que a gente apresentou é formulado justamente com esse cuidado. A gente sabe com quem estamos lidando: pessoas poderosas, que exercem esse poder de forma muito agressiva. Então, o pedido respeita, especificamente, com todo cuidado, o texto da Constituição. […] Quem está vendendo para a população que uma CPI ou coisa parecida vai poder revisar julgamentos, está vendendo uma coisa que não existe”, finalizou Vieira.

Veja a íntegra da entrevista

(Publicado por Lucas Schroeder)

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Fonte : CNN

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