A presença do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, na sessão da Primeira Turma que julgou os envolvidos no assassinato da Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes representa um importante gesto político por unidade na Corte.
Segundo o analista Pedro Venceslau, no CNN 360°, a participação de Fachin não é comum, já que normalmente o presidente do STF não acompanha julgamentos nas turmas. A presença do magistrado na sessão é interpretada como um sinal simbólico em um momento de tensionamento e desgaste da imagem do STF.
Esta não é a primeira vez que um gesto semelhante acontece. No ano passado, situação análoga ocorreu quando o então presidente Luís Roberto Barroso também compareceu à Primeira Turma para acompanhar parte do julgamento dos réus acusados pela trama golpista.
Contexto de pressão institucional
O momento atual é marcado por grande desgaste da imagem do STF, com questionamentos sobre decisões recentes de ministros como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. “De certa forma, o julgamento do caso Marielle Franco também serviu para desviar o foco da questão envolvendo o Banco Master”, afirmou Venceslau.
A ida de Fachin à sessão da Primeira Turma ocorre em um período em que ele busca apoio dos colegas para fazer avançar o código de conduta dos ministros do STF, iniciativa considerada importante para a instituição.
O gesto de unidade ganha relevância especial considerando o atual cenário de pressão externa sobre o STF e possíveis divisões internas entre os ministros da Corte, reforçando a mensagem de coesão institucional em um momento crítico.
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Fonte : CNN