Hillary Clinton, ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama dos Estados Unidos, disse a um comitê do Congresso nesta quinta-feira (26) que não se lembrava de ter conhecido Jeffrey Epstein e que não tinha informações para compartilhar sobre suas atividades criminosas.
“Não me lembro de ter conhecido o sr. Epstein. Nunca voei em seu avião nem visitei sua ilha, suas casas ou seus escritórios. Não tenho nada a acrescentar a isso”, afirmou Hillary em uma declaração ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados.
Nesta quinta, ela presta depoimento a portas fechadas ao comitê em Chappaqua, Nova York.
Hillary, candidata democrata à Presidência em 2016, também acusou o painel liderado pelos republicanos de tentar desviar o foco das ligações de Trump com Epstein, que se suicidou na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual.
Ela alegou que o governo Trump “desmantelou” um escritório do Departamento de Estado focado no tráfico sexual internacional.
A ex-secretária e o marido, o ex-presidente democrata Bill Clinton, inicialmente se recusaram a depor perante o comitê, mas cederam quando os parlamentares decidiram processá-los por desacato ao Congresso.
Bill Clinton deve depor perante o comitê nesta sexta-feira (27).
O ex-chefe de Estado voou no avião de Epstein várias vezes no início dos anos 2000, depois de deixar o cargo. Ele negou qualquer irregularidade e expressou arrependimento por sua associação com o magnata.
De acordo com o presidente do Comitê de Supervisão, o republicano James Comer, Epstein visitou a Casa Branca 17 vezes enquanto Clinton estava no cargo.
Um porta-voz dos Clinton não respondeu a um pedido de comentário. Comer disse que as transcrições das entrevistas dos Clintons serão tornadas públicas.
Republicano nega motivação política para depoimento
Antes da audiência, James Comer negou que a investigação fosse uma iniciativa partidária contra a rival presidencial de Trump em 2016, observando que vários democratas pressionaram para que o casal Clinton testemunhasse.
“Ninguém está acusando os Clintons de qualquer irregularidade neste momento”, comentou Comer.
Ele disse que o comitê procuraria descobrir quaisquer interações que ela possa ter tido com Epstein, seu envolvimento com o trabalho beneficente dos Clintons e qualquer relação que ela possa ter tido com Ghislaine Maxwell, associada de Epstein que está presa.
O deputado Robert Garcia, principal democrata do comitê, disse aos repórteres que Trump e o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, também deveriam depor.
Lutnick admitiu ter visitado a ilha particular de Epstein anos depois de dizer que havia rompido relações com ele.
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Fonte : CNN