A forte alta do petróleo, causada pela guerra no Oriente Médio, afeta indiretamente a cadeia produtiva do biodiesel. Segundo o presidente da Binatural, André Lavor, a commodity a preços imprevisíveis – atualmente, acima de US$ 100 – encarece alguns insumos utilizados nas usinas e outros usados na produção agrícola, base do combustível renovável.
“O impacto da guerra e do petróleo mais caro é visto através de alguns insumos dos quais o Brasil tem alguma dependência de importação como, por exemplo, o metanol”, afirma ele, também cofundador da empresa, que é uma das maiores fabricantes de biodiesel no Brasil.
Esse impacto indireto aumenta, segundo o empresário, em torno de 5% o custo de produção do biocombustível. E o encarecimento acaba sendo, de certa forma, neutralizado pelo desempenho do agronegócio, ainda segundo Lavor.
“O cerne do negócio de biocombustível está na matéria-prima. Nesse sentido, temos a sorte de estarmos no Brasil. As safras agrícolas têm sido crescentes”, diz o entrevistado do Capital Insights, programa da Broadcast em parceria com o CNN Brasil Money, que vai ao ar hoje, às 19h.
Ele pontua que, aproximadamente, 80% do biodiesel produzido no Brasil é feito a partir da soja.
Lavor adianta que a empresa planeja investir em uma terceira planta produtora. Sem dar mais detalhes, ele afirma que a futura usina deve ser no Nordeste, onde a Binatural tem uma das duas usinas.
Como mostrou a Coluna do Broadcast Agro nesta semana, a empresa projeta um crescimento de até 15% este ano. A projeção leva em conta o aumento para 16% da mistura de biodiesel no diesel.
O crescimento em 2026 vai ser sustentado pela ampliação, neste ano, da capacidade das unidades de Formosa (GO) e Simões Filho (BA). A meta é sair dos atuais 600 milhões para 700 milhões de litros de capacidade até 2028, de acordo com a Binatural.
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Fonte : CNN