O Canadá anunciou na segunda-feira (23) que planeja fornecer assistência a Cuba, que enfrenta uma grave crise de combustível após os Estados Unidos terem interrompido o fornecimento de petróleo ao país.
Washington intensificou sua campanha de pressão contra Cuba, ilha governada por comunistas e antiga inimiga dos EUA, nas últimas semanas.
O governo do presidente americano Donald Trump bloqueou a entrada de todo o petróleo cubano, inclusive o da Venezuela, país aliado, o que elevou os preços de alimentos e transporte, além de provocar grave escassez de combustível e apagões de várias horas.
“Estamos preparando um plano de assistência. Não estamos preparados neste momento para fornecer mais detalhes sobre um possível anúncio”, declarou a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, na segunda-feira (23), sem especificar o que essa assistência incluirá.
A ONU (Organização das Nações Unidas) alertou que, se as necessidades energéticas de Cuba não forem atendidas, isso poderá causar uma crise humanitária.
O Canadá afirmou na semana passada que estava monitorando a situação em Havana e que estava preocupado com “o crescente risco de uma crise humanitária” no país.
Encorajado pela captura do ditador venezuelano deposto, Nicolás Maduro, pelas forças armadas dos EUA em uma operação mortal em janeiro, o presidente americano tem falado repetidamente sobre agir contra Cuba e pressionar sua liderança.
Washington e Ottawa também têm apresentado tensões sob o governo Trump em relação a questões como tarifas comerciais, a retórica de Trump sobre a Groenlândia, a tentativa de Ottawa de estreitar laços com Pequim e as declarações do primeiro-ministro Mark Carney de que as “potências médias” deveriam agir em conjunto para evitar serem vítimas da hegemonia dos Estados Unidos.
Trump afirmou que “Cuba vai falir em breve”, acrescentando que a Venezuela, que já foi o principal fornecedor da ilha, não tem enviado petróleo ou dinheiro para Cuba recentemente.
O escritório de direitos humanos da ONU afirmou que a operação dos EUA que resultou na captura de Maduro foi uma violação do direito internacional.
Especialistas em direitos humanos consideram a política externa de Trump e seu foco na exploração do petróleo venezuelano e na pressão sobre Cuba como ecos de uma abordagem imperialista.
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Fonte : CNN