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Deputados e senadores da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS afirmaram nesta quinta-feira (26) que a família Camisotti movimentou valores superiores aos do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, apontado até então como o maior operador financeiro do caso.

Segundo os parlamentares, Paulo Camisotti seria a peça central da estrutura montada pela família para operar os esquemas criminosos. Paulo é filho do empresário Maurício Camisotti, acusado de envolvimento nas fraudes bilionárias.

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que o foco no “Careca do INSS” acabou desviando a atenção dos parlamentares da família, que teria movimentado valores cinco vezes maiores do que o empresário.

Segundo o deputado, três entidades investigadas teriam repassado juntas mais de R$ 800 milhões, sendo que cerca de R$ 350 milhões teriam chegado diretamente a empresas ligadas aos Camisotti.

“Essa família é três, quatro vezes, cinco vezes, melhor falando, mais forte do que o Careca do INSS. Botaram o nome do Careca do INSS e a gente ficou repetindo que ele era o maior operador financeiro. Mas lembrem-se desse nome: Camisotti. Nessa operação aqui, foi cinco vezes maior”, declarou Gaspar.

Depoimento de Paulo Camisotti

Paulo Camisotti compareceu à comissão na condição de testemunha, segundo o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Durante o depoimento, ele permaneceu em silêncio diante de diversas perguntas feitas pelos parlamentares.

Segundo Gaspar, Paulo Camisotti figura como presidente ou representante de mais de 20 empresas, entre elas estão a Benfix, a Brasil Dental Serviços Compartilhados e a Rede Mais Saúde, apontadas como destinatárias de recursos de associações que operavam descontos sobre benefícios do INSS.

Durante o depoimento, o empresário não explicou quais são as atividades dessas empresas. Ao ser questionado sobre a relação dele ou de suas empresas com as associações, Camisotti respondeu apenas: “Vou permanecer em silêncio”.

O empresário estava amparado por um habeas corpus. Alguns integrantes da CPMI pediram para que Paulo deixe a condição de testemunha e passe a ser investigado. Gaspar também defendeu a mudança de status do depoente. “Que ele saia daqui como investigado e seja preso”, afirmou.

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF) sugeriram que Maurício e Paulo Camisotti colaborem com as investigações por meio de delação premiada.

A CNN Brasil tentou entrar em contato com a defesa de Paulo Camisotti e da família, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

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Fonte : CNN

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