A prefeita de Juiz de Fora (MG), Margarida Salomão, decretou estado de calamidade pública na madrugada desta terça-feira (24) em decorrência dos temporais que atingiram a cidade.
O município registrou o mês de fevereiro mais chuvoso de sua história, com 14 mortes confirmadas, pelo menos 20 soterramentos e centenas de pessoas desabrigadas.
A medida, com validade de 180 dias, foi tomada após o transbordamento do Rio Paraibuna e o isolamento de diversos bairros.
O que é o estado de calamidade pública?
De acordo com o MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional), o estado de calamidade pública é declarado quando o impacto de um desastre é tão grave que a capacidade de resposta da administração pública local fica severamente comprometida.
A classificação difere da “situação de emergência”, que ocorre quando o poder público ainda consegue atuar com auxílio complementar.
Na prática, o decreto de calamidade permite:
- Flexibilização de regras fiscais: execução de gastos emergenciais sem as restrições normais do orçamento;
- Acesso a recursos federais: liberação de verbas para assistência humanitária, restabelecimento de serviços e reconstrução de infraestrutura após homologação no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD);
- Agilidade administrativa: facilitação de processos para resposta urgente ao desastre.
Impacto das chuvas e cenário atual
O volume acumulado de chuva atingiu 584 milímetros, marca que representa quase quatro vezes a média histórica para o período na Zona da Mata mineira.
Segundo o Corpo de Bombeiros, foram registradas mais de 211 ocorrências relacionadas a deslizamentos, soterramentos e riscos estruturais, entre a noite de segunda (23) e a manhã de terça-feira.
A Defesa Civil estadual informou que ao menos 440 pessoas estão desabrigadas.
A prefeitura suspendeu as aulas na rede municipal e orientou que a população evite sair de casa.
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Fonte : CNN