A Brava Energia reduziu quase que pela metade o prejuízo líquido do quarto trimestre sobre o mesmo período de 2024, para R$ 588 milhões, mas o resultado operacional veio abaixo do esperado pela média do mercado.
A petrolífera apurou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 808 milhões para os três últimos meses de 2025, crescimento de 60% sobre o desempenho de um ano antes. A margem cresceu de 25,9% para 31,7%.
Mas analistas esperavam Ebitda de R$ 968,5 milhões, segundo média de previsões compilada pela LSEG. A expectativa para a última linha do balanço era de prejuízo de cerca de R$ 96 milhões.
A redução do prejuízo no trimestre veio com queda de 64% no resultado financeiro negativo, para R$ 651 milhões, segundo o balanço.
O presidente da Brava, Richard Kovacs, afirmou que 2026 marca o início de um novo ciclo para a Brava, com ênfase no fortalecimento da cultura de eficiência e segurança operacional.
“O objetivo é tornar a companhia ainda mais eficiente e garantir que ela esteja preparada para operar de forma rentável em ciclos de baixa do valor de referência do óleo e entregar resultados sólidos em ciclos de alta da commodity”, disse em nota Kovacs, que assumiu a posição em fevereiro, com a saída de Décio Oddone.
A companhia afirmou que iniciou investimentos em uma nova campanha de perfuração entre 2026 e 2027, focando na expansão da produção por meio da perfuração de novos quatro poços, dois no campo de Atlanta (Bacia de Santos) e dois em Papa-Terra (Bacia de Campos). Em 2025, o investimento da empresa somou R$ 2,8 bilhões, queda de 47% ante 2024 no que a Brava citou ter ficado dentro do esperado.
A Brava teve receita líquida 31% maior nos três últimos meses de 2025 ante o mesmo período do ano anterior, a R$ 2,55 bilhões.
source
Fonte : CNN