Integrantes do governo federal consultados sob reserva pela CNN acreditam que a UE (União Europeia) implementará em caráter provisório o acordo com o Mercosul assim que um dos países sul-americanos ratificar internamente o tratado.
A Comissão Europeia (espécie de Executivo do bloco) já dá sinais públicos de que está disposta a implementar provisoriamente o acordo — apesar do desgaste político que isso levará à presidente Ursula von der Leyen.
Como o custo político do movimento é alto, Von der Leyen só vai implementar o acordo provisoriamente após um dos sul-americanos aprová-lo. Essa é a avaliação dentro do governo brasileiro.
O acordo traz um mecanismo de vigência bilateral. Ou seja, se o Congresso Nacional, por exemplo, aprovar o tratado e a UE implementá-lo provisoriamente, os termos já podem começar a valer — dispensando o aval de outros sul-americanos.
A vigência provisória passou a ser considerada após o Parlamento Europeu levar os termos do acordo ao Tribunal da União Europeia. A avaliação da corte pode levar até dois anos e, no mínimo, atrasaria o tratado.
Frente a isso, os sul-americanos acordaram que a resposta do Mercosul será avançar rapidamente com a tramitação interna. O processo está mais avançado na Argentina, onde o acordo já foi aprovado pela Câmara e segue para o Senado.
No Brasil, o plenário da Câmara se prepara para votar o tratado, após aprovação pelo Parlasul (Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul).
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Fonte : CNN