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O setor mineral brasileiro apresentou a investidores internacionais uma carteira bilionária de projetos de minerais críticos. As iniciativas buscam capital para sair do papel e avançar rumo à operação comercial ou ao desenvolvimento de novas etapas da cadeia produtiva.

Trata-se de um documento técnico robusto, que reúne oportunidades em diferentes estágios de maturação: seja da fase de pesquisa e exploração mineral, marcada por maior risco e potencial de descoberta; até o processamento e beneficiamento, etapas mais complexas da cadeia produtiva e diretamente ligada à estratégia do governo de agregar valor aos minerais no Brasil.

Somados, os 35 projetos representam um investimento potencial estimado em US$ 5,5 bilhões, cerca de R$ 28,5 bilhões na cotação atual.

O catálogo detalha:

  • O estágio de cada projeto;
  • O andamento do licenciamento ambiental;
  • A vida útil estimada da mina;
  • A produção anual prevista;
  • Os responsáveis técnicos;
  • O número de telefone dos representantes das empresas.

A ideia é entregar ao investidor estrangeiro um raio-X claro das oportunidades no Brasil.

Elaborado pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), em parceria com a Adimb (Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro) e o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), o material segue o padrão adotado em grandes encontros globais do setor e está sendo apresentado nesta semana durante o PDAC (Prospectors & Developers Association of Canada), considerado o maior evento de mineração do mundo.

Conhecido no setor como a “Disney da mineração”, o encontro ocorre em um momento considerado oportuno para o Brasil, marcado pela alta demanda por minerais críticos e pela reorganização das cadeias globais desses insumos.

Em entrevista ao CNN Money, a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, afirmou que os projetos estão sendo apresentados tanto durante o evento quanto em reuniões com representantes das bolsas de Toronto.

As bolsas de Toronto concentram cerca de 40% das empresas de mineração listadas no mundo e são referência para companhias juniores em estágio inicial de projetos.

“Há um olhar muito forte para atração de investimentos em empresas juniores de mineração no Brasil, tanto em projetos de exploração quanto de beneficiamento mineral, em linha com nossas prioridades em minerais críticos e com a estratégia de gerar valor no país”, afirmou.

Apesar de o catálogo reunir 35 projetos, oito foram escolhidos como “vitrines” da delegação brasileira no chamado Brazilian Mining Day, principal agenda do Brasil dentro do PDAC.

O seminário reúne autoridades, executivos e investidores para discutir governança regulatória, licenciamento ambiental, minerais críticos, metais preciosos e conhecimento geológico.

Entre os destaques está o Projeto Araxá, da australiana St. George Mining, considerado inovador pela estratégia de minerar nióbio e terras raras.

No ano passado, representantes da companhia se reuniram com integrantes do governo dos Estados Unidos para discutir possíveis acordos de fornecimento.

A empresa também negocia com a norte-americana REalloys um contrato de offtake (compra futura) de longo prazo que pode envolver até 40% da produção de terras raras do projeto.

Apesar do diálogo com autoridades norte-americanas, a St. George tem sinalizado disposição para negociar com diferentes mercados.

Em 2025, a empresa anunciou a criação de um centro tecnológico em parceria com o CEFET-MG, em Araxá, incluindo uma planta-piloto dedicada ao processamento de nióbio e terras raras.

Lítio e grafite, insumos estratégicos para defesa, baterias e alta tecnologia, também figuram entre os protagonistas da apresentação brasileira no evento.

*O repórter viajou a convite da ADIMB (Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro)

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Fonte : CNN

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