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Paulo Bracks, diretor executivo do Atlético-MG, comentou a passagem de treinadores estrangeiros pelo clube e afirmou que a presença de técnicos de fora no comando do time é um fenômeno relativamente recente.

Durante entrevista ao programa CNN Esportes S/A deste domingo (22), o dirigente disse que nem todas as passagens deixaram boas lembranças.

A gente ouve muitas histórias ali dentro de treinadores que não deram certo, o período foi curto e que algumas diretrizes internas de cultura nossa foram mudadas de forma abrupta, o que gera sempre um desconforto.

Paulo Bracks, diretor executivo do Atlético-MG

Um dos nomes abordados foi Rafael Dudamel, venezuelano que comandou a equipe mineira por apenas 10 jogos.

“Teve o Dudamel, que ficou pouco tempo e não deixa muitas saudades lá dentro do CT. (…) A gente ouve algumas algumas histórias ali dentro que foi um pouco do desconhecimento também da parte do corpo técnico de chegar aqui no Brasil, e isso pesa para alguns, não entender como que funciona o futebol brasileiro. (…) Então, do outro lado, também não deve ter tido saudade”, disse.

Ao ser perguntado se o Sampaoli faz falta, Bracks evitou cravar.

“É recente, a saudade demora um pouquinho ainda para pegar, eu vou sair nessa. (…) Espera, espera o tempo correr um pouco. (…) Eu acho que daqui a alguns meses eu te falo se deu a saudade ou não”, brincou.

Retorno de Sampaoli

Bracks também comentou o retorno de Jorge Sampaoli ao clube e disse que houve forte pressão da torcida para a contratação.

“Houve um apelo popular muito grande. A gente não pode fechar os ouvidos para o que é a Massa, para o que é a torcida do Atlético. A gente não pode tomar as nossas decisões sem entender onde a gente está”, declarou.

Segundo ele, a opinião da arquibancada também precisa ser considerada nas decisões do clube.

“Então, a gente também não pode ignorar que a torcida ela tem o seu papel. Tinha coisas positivas, tinha coisas negativas, a gente sopesou e naquele momento a gente fez”, contou.

Movimento recente

Segundo o dirigente, o movimento ganhou força apenas nas últimas décadas.

“Pela história do Atlético, os treinadores estrangeiros começaram de certa forma recente. A gente vai ali para 1999, quando eu estava na arquibancada, teve ali o Dario Pereira. Passa mais uns 15, quase 20 anos, vem o Diego Aguirre. Mais uns três, quatro anos e aí começa essa era de treinadores estrangeiros”, analisou.

O dirigente também explicou que a adaptação ao futebol brasileiro pode ser um desafio para profissionais estrangeiros.

“O futebol brasileiro é muito peculiar. É um país continental, são jogos quarta e domingo e às vezes você tem um dia só de treino”, refletiu.

Para Bracks, no entanto, o importante é focar no presente.

Eu quero não ter essas lembranças ruins e ter só as lembranças boas para a gente ter uma performance boa com Eduardo Domínguez.

Paulo Bracks, diretor executivo do Atlético-MG

CNN Esportes S/A

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Fonte : CNN

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